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A paz que vem da graça de Deus

A paz cristã, apesar de não ser perfeita, é profundamente verdadeira. Não é a paz do mundo, que pacifica apenas as aparências. A nossa paz vem da concórdia e amizade com Deus, que dá ao coração humano o único repouso capaz de satisfazê-lo.

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 14, 27-31a)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.  Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

Hoje, continuamos a acompanhar Jesus na Última Ceia com os seus Apóstolos, e as suas palavras nos recordam a forma como também participamos dessa Ceia: através da Santa Missa, o santo sacrifício Eucarístico. Nosso Senhor diz algo que os padres repetem a cada celebração eucarística: “Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: ‘Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz’ (Jo 14, 27). Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja”.

Aqui, vemos o contexto e a profundidade dessa Palavra, tão familiar a nós na Santa Missa. Recordemos: Jesus sabe que irá morrer e que isso abalará o coração dos Apóstolos. Depois que Judas saiu do Cenáculo, o Evangelista nos diz que, dali para frente, era noite. Jesus também fala da fraqueza dos Apóstolos, que acabariam caindo: Pedro, que o negaria três vezes, e os outros, que fugiriam.

Então, olhando para o coração deles, Jesus diz: “‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu” (Jo 14, 28). Diante disso, é importante sabermos que, quando Jesus diz que o Pai é maior do que Ele, fala enquanto homem. Enquanto Filho eterno, Ele não é menor que o Pai ou o Espírito Santo. As três Pessoas da Trindade são iguais em dignidade.

Cristo afirma que vai para o Pai, e que essa ida da humanidade de Cristo à glória será, para nós, fonte do Espírito Santo. Sim, porque somente recebemos o Paráclito quando Deus o concede através da humanidade de Cristo, a qual é instrumento divino para nos comunicar o Espírito Santo.

E quais são os frutos disso? A alegria e a paz. Se nos recolhermos em nossos corações pela fé, veremos que, apesar dos acontecimentos externos, há em nosso interior uma alegria e uma paz profundas que permanecem no fundo de nossas almas mesmo quando estamos agitados, ansiosos, tristes ou desanimados.

Jesus vê a agitação dos Apóstolos e, por isso, diz: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração”. O verbo grego utilizado — ταράσσω (tarássō) — significa “ser chacoalhado, abalado”, pois Ele sabe que o coração deles ficará assim. No entanto, pede que não se acovardem, porque aquele que está em estado de graça e tem a presença de Deus em seu coração, possui dentro de si alegria e paz. Talvez não as percebamos, porque estamos perdidos na periferia de nosso coração. Por isso, é algo que precisa ser experimentado, mas, antes de tudo, crido.

Embora não sejamos grandes santos e, no nível mais imediato, sintamos apenas agitação e medo, a força que vem de Deus e a paz e a alegria do Espírito Santo já estão dentro de nós. Falta, agora, pedirmos com humildade: “Senhor, ajudai-me a remover esse entulho que encobre a vossa presença. Eu creio na vossa Palavra”. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo” (Jo 14, 27). O mundo nos propõe paz pedindo que abandonemos a fé para evitar conflitos e agradar a todos. Mas isso está longe de ser a verdadeira paz. 

Apesar das dificuldades da vida, Cristo nos dá uma paz que ninguém pode dar e uma alegria que ninguém pode tirar. São frutos do Espírito Santo em nossos corações, já presentes em nós, desde que peçamos a graça e nos abramos à sua ação. Por isso, não nos acovardemos diante do mundo; antes, guardemos no coração a Palavra do Senhor: “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (Jo 14, 27).

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