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O livro "A Resposta Católica" chega à sua 2ª edição, feita pela editora Ecclesiae, em parceria com a editora Cléofas. Trata-se da reunião de várias respostas oferecidas pelo reverendíssimo Padre Paulo Ricardo a questionamentos dos fiéis católicos de língua portuguesa sobre doutrina, família, liturgia, sacramentos etc.

O título "A Resposta Católica" não parece muito pretensioso? Por acaso, agora, as respostas oferecidas pelo Padre Paulo Ricardo constituem "a resposta católica", a resposta oficial da Igreja?

Na verdade, este livro foi lançado não para apresentar a resposta individual de um sacerdote, a sua "opinião", por assim dizer, mas, sim, a posição da Igreja, com base nos documentos do Magistério. Todo o trabalho do Padre Paulo nasce da convicção de que os católicos não devem seguir teólogos, mas a autoridade da Igreja. Não se trata, portanto, de "seguir o Padre Paulo". Ninguém quer participar da "igreja do Padre Paulo", mas da Igreja de Cristo.

Infelizmente, tem-se firmado entre nós uma oposição entre o Magistério da Igreja – mesmo o ordinário – e alguns teólogos que, seduzidos por uma tentação gnóstica, querem tomar o lugar do Papa, como se quem detivesse o munus docendi na Igreja fossem eles e não os bispos. O Catecismo da Igreja Católica ensina, ao contrário:

"A assistência divina é também dada aos sucessores dos apóstolos, ao ensinarem em comunhão com o sucessor de Pedro e, de modo particular, com o Bispo de Roma, Pastor de toda a Igreja, quando, mesmo sem chegar a uma definição infalível e sem se pronunciar de "forma definitiva", propõem no exercício do magistério ordinário um ensinamento que leva a uma compreensão melhor da Revelação em matéria de fé e de costumes. A este ensinamento ordinário os fiéis devem 'ater-se com religioso obséquio do espírito' [eique religioso obsequio adhaerere debent], o qual, embora se distinga do assentimento da fé, o prolonga"01.

Diante das palavras do Magistério ordinário, qual deve ser a atitude dos teólogos, enquanto membros da Igreja? Eles devem prestar-lhe um verdadeiro serviço, ajudando o povo de Deus a compreender melhor os conteúdos de fé, mas sempre atendo-se à mensagem "com religioso obséquio do espírito", sob o risco de se criar um verdadeiro poder paralelo além da hierarquia eclesiástica02.

Durante o Concílio Vaticano II, por exemplo, em um embate entre a Cúria Romana e os chamados "peritos" conciliares, muitos teólogos começaram a se fazer "porta-vozes" de um malfadado "espírito do Concílio", criando uma caricatura do Vaticano II para além dos seus documentos. Esta atitude subversiva foi duramente combatida já por Paulo VI e, depois, por João Paulo II e Bento XVI. O próprio bem-aventurado João XXIII, no discurso de abertura do Concílio, declarou ser desejo deste "transmitir pura e íntegra a doutrina, sem atenuações nem subterfúgios, que por vinte séculos, apesar das dificuldades e das oposições, se tornou patrimônio comum dos homens". E prosseguiu:

"É nosso dever não só conservar este tesouro precioso, como se nos preocupássemos unicamente da antiguidade, mas também dedicar-nos com vontade pronta e sem temor àquele trabalho hoje exigido, prosseguindo assim o caminho que a Igreja percorre há vinte séculos."
(...)
"O espírito cristão, católico e apostólico do mundo inteiro espera um progresso na penetração doutrinal e na formação das consciências; é necessário que esta doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada, seja aprofundada e exposta de forma a responder às exigências do nosso tempo. Uma coisa é a substância do 'depositum fidei', isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral."03

"Transmitir pura e íntegra a doutrina"; "conservar este tesouro precioso"; "doutrina certa e imutável, que deve ser fielmente respeitada": eis as expressões utilizadas pelo Santo Padre no alvorecer do Sagrado Concílio. E, mesmo com a intenção manifesta de preservar incólume a sã doutrina, muita tinta já se gastou e muita saliva já se desperdiçou na tentativa de advogar uma "ruptura" dos padres conciliares com "o caminho que a Igreja percorre há vinte séculos".

Quando o Padre Paulo Ricardo oferece aos católicos de língua portuguesa a "resposta católica", rejeitando, assim, posições teológicas contrárias ao Magistério da Igreja, ele não está indo contra o Concílio Vaticano II, a CNBB ou os bispos do Brasil, mas simplesmente repudiando a sabotagem que muitos teólogos tentam fazer com os pastores da Igreja de Deus – assim como fizeram com o Vaticano II. Não há de se falar de uma dificuldade com os bispos. "Em comunhão com o sucessor de Pedro", como indica o Catecismo, o trabalho episcopal gera abundantes frutos para todo o Corpo Místico de Cristo.

A meta de "A Resposta Católica", bem como o objetivo deste site, é oferecer uma contribuição ao trabalho do colégio episcopal – os bispos em comunhão com o Papa –, "para que o povo de Deus permaneça na verdade que liberta"04. Por isso, esta obra está cheia de referências a documentos magisteriais. Não se trata, como já dito, da resposta do Padre Paulo, ou de um teólogo, mas da "resposta católica".

É importante, por fim, que as pessoas que receberam a "resposta" da Igreja passem esta mensagem adiante. Santo Tomás de Aquino diz: "Ensinar alguém para levá-lo à fé é a tarefa de cada pregador e até de cada crente"05. Não é possível alguém dizer que realmente aprendeu os conteúdos da fé se não está disposto a levar aos outros aquilo que recebeu.

Ao mesmo tempo, não se deve preocupar se, no trabalho de evangelização, parecemos trabalhar com instrumentos poucos ou insuficientes. Para anunciar a verdade, não é preciso um grande número de sites, de redes de televisão ou de propaganda. Isto é importante, mas a verdade geralmente impõe-se sem muito alarde, a partir da ação concreta dos cristãos, aqui e ali. Com o Apóstolo, o católico é chamado a repetir incessantemente: "Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!"06

Referências

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