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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 11, 16-19)

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: “Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ Veio João, que não come nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”.

Jesus se apresenta hoje como um contraste a S. João Batista, cuja vida de duríssima penitência era conhecida de todos em Israel; o Filho do Homem, por outro lado, que fez questão de comer, beber e estar com os demais, era sacrilegamente chamado “beberrão” e “glutão” por seus blasfemos detratores. Mas, diante destes dois pólos à primeira vista tão inconciliáveis, em qual deles estará o modelo que devemos seguir: no Precursor, com seus ásperos jejuns e mortificações, ou em Cristo, com seus hábitos modestos e menos austeros? A chave para darmos com a resposta encontra-se nas palavras finais do Evangelho de hoje: “A sabedoria”, diz Nosso Senhor, “foi reconhecida com base em suas obras”. Ora, o dom de sabedoria, como nos ensinam as SS. Escrituras e a lição mais comum dos teólogos, está intimamente vinculado com a caridade: ser sábio significa reconhecer que o amor não é um fardo; significa ver todas as coisas — inclusive o sofrimento e o sacrifício voluntário —, não com razões humanas, mas sob luzes divinas, com sentido sobrenatural e de eternidade.

Quem ama, e ama com a sabedoria infundida pelo Espírito Santo, não perde de vista que somos cidadãos do céu (cf. Fp 3, 20) e que vale a pena investir tudo para lá chegar. Quem ama renuncia alegremente às comodidades e prazeres desta vida, não porque assim o obrigue alguma lei, mas porque sabe que dar tudo é ainda muito pouco, quando se trata de ganhar a Cristo (cf. Fp 3, 8). É justamente por não amarem e, portanto, estarem cegos à verdadeira sabedoria que os fariseus veem a Jesus e ao Batista como pólos opostos: criticam o primeiro, porque não se dão conta da infinita caridade com que o Verbo encarnado se digna ter uma vida comum e acomodada aos costumes locais; desprezam ainda o segundo, porque para eles é escandalosa a penitência suscitada pelo zelo da justiça de Deus. Quanto a nós, porém, roguemos hoje ao Espírito Santo que faça atuar em nós o dom da sabedoria, para que saibamos degustar o amor que é tudo suportar por Cristo, nosso Amado, tanto na disciplina da carne como na mortificação do amor próprio.

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