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Conheça os sacramentos da Igreja com o Padre Paulo Ricardo

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 12, 28b-34)

Naquele tempo, um mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”.

O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. Jesus viu que tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

No Evangelho de hoje, ao ouvir a resposta de um mestre da lei que exulta de alegria diante do primeiro mandamento, que é amar a Deus de todo o coração, Jesus diz a ele: “Não estás longe do Reino de Deus” (Mc 12, 34). 

Essa frase nos recorda de outra afirmação de Jesus: “O Reino de Deus está perto” (Mc 1, 15). Também no Evangelho de São Lucas, Nosso Senhor disse algo parecido: “O Reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17, 21). O que todas essas frases significam? Bem, primeiro devemos entender que “o Reino de Deus está perto”, porque o próprio Deus, no Antigo Testamento, preparou o povo de Israel para a vinda daquele que é o “Reino encarnado”: Jesus Cristo, Deus que se fez homem.

Contudo, mesmo preparando as pessoas para a vinda de Jesus, o Antigo Testamento acabou falhando. Havia pessoas fiéis e piedosas, como o mestre da lei do Evangelho de hoje, que viviam voltadas para Deus. Mas havia outros tantos que se perderam numa observância vazia das prescrições cultuais, ou seja, as prescrições que Deus estabeleceu no Antigo Testamento justamente para que as pessoas aprendessem a amar a Deus e voltar-se para Ele.

A obediência da Lei, no sistema farisaico, e o oferecimento dos sacrifícios no templo, no sistema dos saduceus, tomou o lugar do 1º Mandamento. Quando falamos que os fariseus obedeciam à Lei, não estamos dizendo que eles amavam a Deus sobre todas as coisas; pois, ao se perderem nas pequenas prescrições, ficavam, de alguma forma, impossibilitados de enxergar a verdade.

Felizmente, no povo de Israel, havia os justos e os tementes a Deus, como Nicodemos, que buscavam o Reino. “Não estás longe do Reino dos Céus”, ou seja, o próprio Jesus, que é a Palavra de Deus encarnada, já estava iluminando aqueles corações, de modo que lhes faltava apenas dar o passo da fé, que foi dado por Simeão no templo ao reconhecer Jesus como a luz que ilumina as nações. 

Realmente, quando Jesus veio ao mundo, Ele encontrou um grupo de pessoas que interiormente estavam abertas ao impulso da graça e, em Pentecostes, esses justos entraram plenamente na Igreja, enquanto instrumento visível do Reino de Deus neste mundo e continuidade da encarnação do Cristo Jesus ao longo da história.

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