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599. Memória de Santa Marta

Celebrar neste sábado a memória de Santa Marta de Betânia, amiga e discípula de Cristo, é lembrar que as nossas boas obras, de caridade e apostolado, devem ser fruto de uma vida de oração.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
11, 19-27)

Naquele tempo, muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa.

Então Marta disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá". Respondeu-lhe Jesus: "Teu irmão ressuscitará". Disse Marta: "Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia".

Então Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?" Respondeu ela: "Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo".

Celebramos neste sábado a memória de Santa Marta de Betânia, apresentada nos Evangelhos como amiga e discípula de Nosso Senhor (cf. Lc 10, 38s). Irmã de Maria e de Lázaro, ela é popularmente conhecida por seu temperamento agitadiço, tal como a vemos retratada naquela conhecida cena em que o Senhor lhe diz: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária" (Lc 10, 41s). Os autores espirituais costumam ver nesse episódio uma contraposição entre a vida ativa, representada por essa ansiosa discípula, e a vida contemplativa, de que seria modelo sua irmã. Sabemos porém que a santidade compõe-se destes como que dois "pulmões", e não há santo que tenha chegado a sê-lo sem ser muito ativo, por um lado, e muito contemplativo, por outro. A dinâmica normal da vida interior, em todo o caso, impõe-nos a todos a necessidade de começarmos como Maria: primeiro, temos de ouvir a palavra de Deus, meditá-la e trazê-la para a oração; é só então, depois de nos termos posto aos pés de Cristo e O escutado atentamente, que poderemos servi-lO na pessoa do nosso semelhante.

Pois a oração, alicerce sobre o qual se ergue todo o edifício espiritual, é o que dá valor à ação e ao sacrifício (cf. Josemaría Escrivá, Caminho, nn. 81.83). Como Maria, a nossa vida espiritual começa em aparente inatividade, em oração, em amor, porque é isto que nos permitirá depois acompanhar Jesus em suas pregações por cidades e aldeias (cf. Josemaría Escrivá, op. cit., n. 89). Conscientes, assim, de que nada podemos fazer sem Aquele que nos ama e sustenta (cf. Jo 15, 5), peçamos a Deus a graça de orarmos com fruto e perseverança, a fim de, alimentados por sua palavra, O amarmos de volta e levarmos o seu Evangelho aos outros, por verdadeira caridade e com reta intenção. — Santa Marta de Betânia, rogai por nós!

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