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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 13, 36-43)

Naquele tempo, Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: O Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

Celebramos hoje a memória de S. Pedro Crisólogo, Bispo e Doutor da Igreja que defendeu a fé católica na época em que ela foi posta em risco pelo monofisismo. S. Pedro viveu na Itália no séc. V, foi diácono e logo eleito Bispo, sendo-lhe confiada a diocese de Ravena. Na época, era Papa ninguém menos que S. Leão Magno, cujo pontificado viu, sob os escombros da Império Romano do Ocidente, a fé cristã ser atacada no Oriente por pessoas aparentemente piedosas, chamadas monofisitas. Propugnada por homens como Eutiques, arquimandrita de Constantinopla, a heresia monofisita consistia em uma exageração da divindade de Cristo, a ponto de absorver em uma só as duas naturezas, divina e humana, de Nosso Senhor: elas estariam, sim, unidas, mas não sem confusão (inconfuse), como cria a Igreja Católica, porque a humanidade ter-se-ia transformando em uma só coisa com a divindade. Isso pode até soar piedoso, por parecer um encarecimento da divindade Jesus Cristo; trata-se, no entanto, de um erro funesto, porque, anulando a diferença das duas naturezas, nega por conseguinte a nossa salvação: se o Verbo, com efeito, não assumiu o que somos, anulando-o por sua imensidade, então não fomos redimidos, pois quod non est assumptum, non est redemptum. Além disso, o monofisismo tira de Cristo a condição de Pontífice, de elo entre Deus e o homem, na medida em que nele já não haveria, unida hipostaticamente ao Verbo, uma natureza humana verdadeira e íntegra. Contra este erro destrutivo, S. Pedro Crisólogo defendeu sem concessões a fé católica e ortodoxa, segundo a qual há “um só e o mesmo Cristo, Filho, Senhor, unigênito, reconhecido em duas naturezas, sem mistura, sem mudança, sem divisão, sem separação […], salvaguardada a propriedade de cada uma das naturezas e concorrendo numa só pessoa e numa só hipóstase; não dividido ou separado em duas pessoas, mas um único e o mesmo Filho, unigênito, Deus Verbo, o Senhor Jesus Cristo” (Símbolo de fé de Calcedônia: DH 302). Que S. Pedro, cujos sermões de ouro serviram para preservar em muitas almas a pureza da ortodoxia, interceda por nós e não nos deixe cair nos laços sedutores das heresias, que podem às vezes até parecer “piedosas”, mas que não passam de armadilhas com que o demônio quer destruir em nossas almas a fé apostólica.

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