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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 13, 16-20)

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.

Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.

Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

As leituras do Evangelho segundo S. João às quais dá início a liturgia de hoje têm por finalidade preparar-nos para a solenidade de Pentecostes. Trata-se de um bloco de cinco capítulos, do 13 ao 17, em que Jesus, recolhido no Cenáculo, passa seus últimos momentos com os Apóstolos antes da crucificação. O fato, portanto, de Ele encontrar-se a sós com os discípulos, na intimidade da Última Ceia, é a chave de leitura para o trecho que a Igreja hoje nos proclama. Além de anunciar a traição de Judas, o Senhor revela que os que Ele escolheu para estar consigo — os Apóstolos e os demais fiéis ordenados —, fazendo parte de sua vida íntima, são servos e amigos seus, chamados a representá-lo de um modo muito real e verdadeiro diante dos homens. Representar aqui, porém, não tem um sentido teatral, de encenação nem, por conseguinte, de “faz-de-conta”. Os ministros ordenados desempenham efetivamente o encargo de embaixadores em nome de Cristo, de sorte que é Deus mesmo que neles se faz presente e exorta por seu intermédio (cf. 2Cor 5, 20). Mais do que presença sacramental, os padres e bispos da Igreja estão chamados a crescer em sua condição de presença espiritual de Cristo, a quem se devem configurar o mais possível, a cujo Coração se devem conformar e cujos sentimentos têm de buscar reviver e reproduzir em sua tarefa de apascentar e instruir o povo cristão. Que o Senhor conceda, pois, a todos os sacerdotes e prelados da Santa Igreja a força de que necessitam para guiar fielmente as ovelhas que lhes foram confiadas, com o fruto da oração, o exemplo de uma vida íntegra, a pregação destemida da verdade e, acima de tudo, o impulso da caridade apostólica. — São Pedro e São Paulo, Apóstolos, rogai por nós!

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