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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 18, 1-8)

Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha agredir-me!’” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?”

No Evangelho de hoje, mais uma página exclusiva de S. Lucas, Nosso Senhor estabelece um paralelo entre um juiz iníquo e impiedoso que, embora não respeite nada nem ninguém, cede às insistências de uma pobre viúva, e o nosso Pai de bondade e misericórdia, que atende as nossas súplicas, mas não sem nos provar pela paciência. Com efeito, esta parábola tem por objetivo, como assinala o próprio evangelista, mostrar a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir. Mas podemos perguntar-nos por que Deus não nos faz logo justiça, em vez de “perdermos” tempo a gritar por Ele dia e noite. A razão, profunda e teológica, no-la dá Santo Tomás de Aquino. Ao dispor que graças nos havia de conceder, Deus determinou o tempo e os meios de concedê-las, e um desses meios, talvez o principal, é precisamente a oração, exercitada muita vez durante anos de insistência, de humildade, de perseverança. Não é que Deus não nos possa agraciar agora, de forma instantânea; é que a oração é o canal por que ele nos quer dar, não só o que pedimos — supondo que é coisa boa, honesta e conveniente —, mas um coração trabalhado, paciente, que espera em Deus contra toda a esperança (cf. Rm 4, 18). Saibamos, pois, rezar sem desfalecer e gravemos na memória o sapientíssimo conselho do Sirácida: “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2, 1-3). Que Deus, quando chegar o momento oportuno de nos dar as graças de que tanto precisamos, não encontre o nosso coração sem fé, desfeito em desânimo e desesperança.

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