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Ser sal para ser luz

“Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro”

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 5,13-16)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde ela brilha para todos os que estão em casa. Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”.

Depois de falar das bem-aventuranças, Jesus diz aos seus discípulos, aos cristãos: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo”. Como um cristão pode ser sal da terra e luz do mundo? Santo Tomás comenta dizendo que nós somos sal na nossa vida e luz no nosso apostolado. Vamos olhar para essas duas características.

1) Primeiro, o que quer dizer ser sal? Bom, sal é aquilo que dá sabor às coisas. Pois bem, o cristão deve ser sábio. Você já parou para pensar no que quer dizer “ser sábio”? Sábio é aquele que sabe o que vale a pena ser amado; estulto é aquele que ama o que não vale a pena, ama bobagens. Ora, o cristão sabe saborear as coisas verdadeiras, e não somente isso: como o sal, ele dá sabor às coisas, ou seja, esse mundo, sem Deus, sem o amor de Deus, é insosso.

Ao cristão, aonde quer que vá, o que quer que faça com a sua vida, as coisas vão-lhe ficando saborosas porque, onde está o amor de Deus, ali há um gosto. Porque o amor de Deus é a única coisa que verdadeiramente vale a pena ser amada. Então, quando você, por exemplo, tem as suas atividades do dia a dia — o seu casamento, o seu trabalho, os seus filhos, os seus vizinhos… —, tudo isso, com o tempo, tem uma tendência enorme a se tornar insosso; mas com a vida cristã, com a vida de quem ama e ama verdadeiramente a Deus em cada coisa, as coisas vão ficando saborosas. Você vai conseguindo degustar a presença e o amor de Deus ao se doar à sua esposa, ao seu marido, a seus filhos, aos seus pais, a seus vizinhos, a seus colegas de trabalho… Ali você é sal da terra porque, com a sua vida, você saboreia o amor de Deus em cada coisa.

2) Mas você não deve ficar parado em si mesmo. Jesus diz: “Vós sois a luz do mundo, e uma cidade não pode ser escondida no topo da montanha”. É evidente e claro que o cristão que vive essa vida de sal da terra, com a sua vida, termina sendo testemunha, termina iluminando; mas essa iluminação não é somente com o testemunho prático, é também com o testemunho da Palavra de Deus, que tira as pessoas da ignorância.

Por quê? Porque o nosso grande problema é a ignorância. É que somos tolos, somos estultos. Nós precisamos ajudar as pessoas a saírem da ignorância e da tolice de amar aquilo que é vil, aquilo que é fugaz, aquilo que é ridículo, que é efêmero. Que beleza quando nós conseguimos tirar as pessoas dessa tolice, a tolice de amar aquilo que não vai sobreviver, que vai passar! “Para que você fica investindo nisso?” Quando brilhamos a luz divina, as pessoas começam a enxergar aquilo que vale a pena.

Ou seja: o cristão, sal da terra, é sábio; mas ele não tem de guardar essa sabedoria para si mesmo, ele tem de testemunhá-la, porque ninguém acende uma lamparina para colocá-la debaixo de um alqueire. É necessário que ela brilhe e ilumine toda a sala, por isso bonum est diffusivum sui, o bem se espalha por si mesmo. Se você for bom, se você for um homem ou uma mulher que vive uma vida cristã, você necessariamente começará a ser luminoso. O próprio Jesus o diz: “Vós brilhareis diante desta geração má e perversa como astros luminosos”.

Não se trata de vaidade. Trata-se simplesmente daquilo que é consequência evidente de quem vive a sabedoria de amar a Deus.

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