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Nem todos os sacerdotes estão aptos a ouvir confissões. O Código de Direito Canônico, em seu cânon 965, diz que "o ministro do sacramento da penitência é somente o sacerdote", o que significa, em linguagem canônica, tão somente o padre e o bispo. Ora, sendo ambos ordenados validamente, não se pode presumir que estejam aptos a ouvir as confissões e perdoar os pecados? Sim, eles têm o poder, mas não o podem usar. É o que diz o cânon 966:

Cân. 966 — § 1. Para a absolvição válida dos pecados, requer-se que o ministro, além do poder de ordem, possua a faculdade de o exercer sobre os fiéis a quem concede a absolvição.

Assim, é necessário um ato da Igreja que dê ao sacerdote a licença para confessar os fiéis. Esta medida se faz justa, pois ser ordenado não implica necessariamente que o padre tenha a capacidade de vislumbrar como manda a Igreja o sacrário da consciência do fiel. Infelizmente, existem padres que jamais terão essa capacidade. Como medida de prevenção, a Igreja aplica uma espécie de teste, um exame para o padre ordenado ser avaliado em sua capacidade de ouvir confissões. O Cânon 970 é bem claro quando diz:

Cân. 970 — Não se conceda a faculdade de ouvir confissões a não ser a presbíteros que tenham sido considerados idôneos mediante exame, ou de cuja idoneidade conste por outra via.

O confessionário não é um tribunal qualquer. É o tribunal da misericórdia de Deus, portanto, o padre deve ensinar o que ensina a Igreja e julgar conforme julga a Igreja. O CDC continua:

Cân. 978 — § l. Ao ouvir confissões lembre-se o sacerdote de que exerce as funções simultaneamente de juiz e de médico, e de que foi constituído por Deus ministro ao mesmo tempo da justiça e da misericórdia divina, a fim de procurar a honra divina e a salvação das almas.
§ 2. O confessor, uma vez que é ministro da Igreja, na administração do sacramento, atenha-se com fidelidade à doutrina do Magistério e às normas dadas pela autoridade competente.

O trabalho do confessor é por demais delicado, não basta ser apenas ordenado, precisa estar disposto a estudar a vida dos santos, a doutrina católica, a Sagrada Escritura, pois precisa atender à necessidade de não julgar por si mesmo, mas de acordo com e em nome da Igreja.

Sentar-se generosamente no confessionário é uma das coisas que a Igreja pede de seus sacerdotes. Os grandes santos que a Igreja aponta como exemplo de sacerdócio não foram aqueles que obtiveram altos cargos, mas precisamente àqueles que se desgastaram amorosamente em ouvir confissões.

O padre validamente ordenado deve, então, ser julgado pela Igreja, que decidirá se está apto ou não para sentar-se no confessário. Caso receba autorização, que ele se empenhe para ser fiel a Deus, libertando tantas almas dos seus pecados.

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