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Um Coração em sintonia com o de Jesus

Desde toda a eternidade, Deus predestinou com um único e mesmo decreto Jesus a ser seu Filho natural e Maria a ser verdadeira Mãe do Verbo encarnado, de modo que o Coração de um e de outra formam uma unidade indissolúvel.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 1, 43-51)

Naquele tempo, Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”.

Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

Às portas da solenidade da Epifania do Senhor, celebramos hoje o primeiro sábado do mês e deste ano que há pouco teve início. Por isso, a Igreja nos exorta uma vez mais a repousarmos o olhar sobre o Imaculado Coração de Maria, que neste clima de Natal quer-nos recordar que foi com um único decreto que, desde toda a eternidade, o Deus providentíssimo e onipotente estabeleceu a Encarnação de seu Filho amado na plenitude dos tempos por meio da Virgem SS., formada com todo o desvelo e esmero que qualquer homem despenderia se estivesse em suas mãos escolher e adornar a própria mãe. Tanto é assim que, como diz um dos grandes mariólogos do século passado (cf. Gabriel M.ª Roschini, Mariologia, vol. 2, c. 1), a Virgem Maria sequer teria existido se não fosse para ser Mãe de Deus, já que foi com um mesmo decreto de infinita bondade e misericórdia que Cristo, predestinado a ser Filho natural de Deus, e Maria, predestinada a ser Mãe dele, foram unidos com um vínculo indissolúvel, de tal maneira que não poderíamos nunca conceber Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus, assim como, nas palavras do Apóstolo S. Paulo, “nem o homem existe sem a mulher nem a mulher sem o homem” (1Cor 11, 11). Deus, numa palavra, quis Jesus através de Maria e Maria em função de Jesus, ou seja, quis para o seu Filho unigênito uma digna morada, em que não houvesse mancha de pecado e na qual Ele pudesse ser acolhido pelos afetos e as ternuras de um Coração cheio do amor do Espírito Santo. Ao olharmos, pois, para o presépio e para o Menino Deus nos braços da Virgem, precisamos dar-nos conta de que a união entre aquele Filho e aquela Mãe não é uma casualidade, como se a Maria houvesse tocado a “sorte” de conceber Jesus; trata-se, pelo contrário, da realização de um mistério escondido desde todos os séculos, pelo qual Deus preparou na Virgem um Coração que estivesse em perfeita sintonia com o de seu Filho encarnado. Hoje, contemplando o Imaculado Coração de nossa Mãe virginal, que oferece continuamente a Deus todo o amor que Ele gostaria de receber da humanidade, peçamos a Nossa Senhora que rogue por nós e nos alcance de seu Filho, no qual reside toda a razão de sua existência, a graça de crescermos na caridade ao longo deste novo ano, que esperamos poder encerrar com um coração renovado e mais enamorado de Cristo, nosso dulcíssimo Salvador.

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