Para conhecer o sentido literal das Sagradas Escrituras, é melhor utilizar a tradução atual da CNBB ou a do Padre Matos Soares?
É lamentável que no Brasil tenhamos demorado tanto para definir uma tradução oficial da Bíblia. Como resultado, nossa vida bíblica é muito limitada. Se pedirmos a alguém que cite um versículo, cada um irá fazê-lo de forma diferente, com variações na tradução. Enquanto os protestantes têm a tradução da Almeida como referência, nós, católicos, memorizamos as Escrituras de forma aproximativa, pois não temos um texto unificado. Isso se deve às múltiplas traduções ao longo dos anos, incluindo a litúrgica, que frequentemente não corresponde a nenhuma versão bíblica existente, o que gera confusão.
Eu apoio a tradução da CNBB, não por considerá-la irretocável ou isenta de melhorias, mas porque precisamos de uma referência unificada. Podemos citar um versículo e, se necessário, acrescentar uma crítica, um esclarecimento ou uma correção, mas, ao menos, teremos um texto comum. Defendo essa tradução precisamente por este motivo: para termos uma base compartilhada, sem desmerecer outras versões.
A tradução do Padre Matos Soares foi,...











