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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 13, 16-20)

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.

Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.

Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.

De hoje em diante até a solenidade de Pentecostes, leremos todos os dias alguma passagem do evangelho de S. João referente à Última Ceia. Propõe-nos a Igreja estas leituras nesse fim de Páscoa pela mesma razão por que Jesus predisse aos Apóstolos sua traição por Judas e sua morte de cruz: “Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou”, isto é, para confirmar a fé dos discípulos, prevenindo-os do escândalo em que, por fraqueza, cairiam. Ora, como o objetivo das aparições do Ressuscitado foi, antes de tudo, reavivar a fé dos Apóstolos e instruí-los sobre a missão de propagá-la mundo afora, é conveniente que a Igreja acentue mais, nestes últimos dias do tempo pascal, um dos objetos primários da nossa fé, que é a divindade de Nosso Senhor e Redentor: “A fim de que creiais que eu sou”, isto é, que sou Deus e tenho como nome próprio o mesmo que foi revelado a Moisés: “Eu sou o que sou” (Ex 3, 14). Porque a Moisés, com efeito, revelou-se Deus no meio de uma sarça que ardia sem se consumir; e agora, promulgado o Evangelho e a lei da graça, se revela o Filho de Deus em outro lenho, que é o da cruz, e em outro fogo, que é o da morte, mas que tampouco se consome, porque nele morre o Autor da vida para dar vida aos que éramos réus de morte. E assim como Moisés, tomado de santo temor, aproximou-se descalço para contemplar de perto o prodígio da sarça, também nós, despindo-nos de todo pecado, devemos nos aproximar da cruz para contemplar pregado nela ao Senhor da liberdade, reduzido a nada o Onipotente, e entregue à morte, por sua humanidade, o impassível e imortal por sua divindade: “Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou”.

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