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Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 6, 30-35)

Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”.
Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.
Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

No Evangelho de hoje, continuamos o diálogo de Jesus com a multidão a respeito do alimento que vem do Céu. É nessa passagem que Ele começa a falar mais claramente do Pão da Vida. Aqui, é interessante percebermos como esse discurso tem etapas: Nosso Senhor ainda não está falando diretamente da Eucaristia, o que acontecerá apenas quando Ele disser: “Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem a vida eterna” (Jo 6, 54). Ele começa a se apresentar como Pão da Vida para, então, aprofundar aos poucos.

No Evangelho de ontem, Jesus já falava de um alimento que não perece, e ensinava que a obra a ser realizada é crer n’Ele; permanecer unido a Ele. Mais uma vez, porém, a multidão que havia presenciado o milagre da multiplicação dos pães não entendeu. Por isso, partindo dessa imagem do alimento, Jesus avança e se revela como o Pão da Vida.

Essa revelação acontece a partir do que os próprios judeus lhe perguntam, como que para colocá-lo à prova: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em Ti? Que obras fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’” (Jo 6, 30) .

Jesus, então, responde com uma declaração solene: “Em verdade, em verdade vos digo” — no original, “amen, amen légô hymîn” (ἀμήν, ἀμήν, λέγω ὑμῖν), uma expressão que indica a firmeza e a realidade profunda do que Ele está afirmando — “não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do Céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro Pão do céu. Pois o Pão de Deus é Aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”  (Jo 6, 32-33). 

Aqui, fica evidente uma ligação com o Prólogo do Evangelho de São João: o Logos, o Verbo, é a Vida. Tudo foi criado por Ele, e é Ele quem sustenta todas as coisas no ser. Eis o verdadeiro alimento: Aquele que vem do Céu e comunica a vida — não apenas a vida biológica (bios), mas a vida eterna (zoé), que vem de Deus.

Diante disso, a multidão faz um pedido que também pode ser nosso: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. E Jesus responde com outra declaração solene: “Ego eimi ho artos tēs zoēs” — “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6, 35). É o mesmo “Eu Sou” que recorda a revelação divina na sarça ardente, indicando que Ele é o Pão da Vida eterna.

“Quem vem a Mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede”  (Jo 6, 35). Nessa frase, Cristo une duas experiências: a fome da multidão e a sede da samaritana, indicando que ir até Ele e n’Ele crer é o que nos sacia plenamente.

Ainda não se trata, de forma explícita, da Eucaristia, mas já está apontando para ela. No entanto, mesmo quando não podemos participar da Santa Missa, permanecemos sempre em comunhão com Jesus através da fé, e ninguém pode nos tirar isso. Crer n’Ele, pois, é o alimento verdadeiro para nossa alma, capaz de saciar para sempre a nossa fome e a nossa sede.

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