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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 12, 1-7)

Naquele tempo, milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados.

Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”.

Os fariseus, com seu fermento de hipocrisia, fingiam-se preocupados com o bem do povo e a estabilidade de Israel, quando na verdade só buscavam meios de entregar Jesus Cristo à morte. É nesse clima de tensão e intriga que o Senhor dá hoje aos discípulos uma preciosa lição acerca do medo. O cristão, com efeito, não deve temer os que matam o corpo, ou seja, os outros homens, mas antes aquele — isto é, Deus — que pode precipitar-nos no inferno. Trata-se aqui, é óbvio, de dois temores especificamente distintos. O primeiro é um temor mau e mundano, que não receia ofender a Deus por medo de alguma perda temporal, como, por exemplo, a integridade física; consiste, numa palavra, em fugir aos males da vida presente sem se preocupar com as penas da vida futura. O segundo temor, por sua vez, é bom e servil, é o princípio da sabedoria (cf. Pr 9, 10; Sl 110, 10) de que nos falam as Escrituras, em virtude do qual nos submetemos reverencialmente a Deus, que pode castigar-nos por toda a eternidade, caso não lhe obedeçamos. Pois o inferno existe, sim, e é para lá que vão todos os que morrem em pecado mortal, ou seja, em inimizade com Deus. Eis porque ser temente ao Senhor é não só necessário, mas de grandíssimo proveito para a nossa vida presente e futura, uma vez que nos leva a fugir à culpa atual a fim de evitarmos a pena eterna. Mas, além dos suplícios que padecem na alma e padecerão depois os réprobos em seus corpos, que outro mal poderíamos temer com maior terror do que a possibilidade de, por uma única falta grave, sermos privados para sempre da visão face a face de nosso Deus e Senhor, infinitamente bom, sumamente amável, cúmulo de delícias para os que têm a alegria de o contemplar no interminável presente da eternidade? Que a lembrança da bondade divina nos faça, pois, ter por ele um temor, não apenas servil, mas confiante e filial. Que o temamos não só pelo castigo que nos pode infligir, mas sobretudo pela indignidade de ofender um coração tão amoroso como o dele, que nos têm contados todos os cabelos da cabeça.

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