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133. Apresentação do Senhor

Na festa da Apresentação do Senhor, a Igreja nos oferece a oportunidade de meditarmos um pouco sobre a "espada de dor" que, como profetizara Simeão, trespassaria o coração carinhoso da toda pura Mãe de Deus, unida aos sofrimentos de Cristo na Cruz, sempre atenta às dores que padecem os membros da Igreja.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
2, 22-40)

Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na lei do Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor".

Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.

Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: "Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel".

O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: "Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma". Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

De velas em mãos, celebramos hoje a festa da Apresentação do Senhor no Templo de Jerusalém. A celebração desta noite, com efeito, nos transporta seja à noite de Natal, em que o Filho de Deus enfim se apresentou ao mundo, seja à noite de Páscoa, em que uma espada transpassará, lancinante, a doce alma de nossa Mãe do Céu. Por ocasião dessa festa, a Igreja também nos traz à memória alguns títulos por que costumamos honrar a toda pura Virgem Maria: Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Apresentação e, de modo bastante peculiar, Nossa Senhora do Bom Sucesso. Sob esta última designação, a Virgem Santíssima apareceu, em fevereiro de 1594, à religiosa Maria de Jesus Torres, em Quito, no Equador. E apareceu-lhe, ainda em fins do século XVI, justamente para mostrar-lhe todos os males por que passaria a Igreja Católica ao longo do século XX: heresia, blasfêmia e impureza — eis as principais mazelas que, prenunciadas há séculos pela Mãe do Senhor, vêm chagando os membros do Corpo de Cristo e corroendo o tecido da sociedade civil.

A Santa Deípara pediu-lhe ainda que se oferecesse, sofresse e rezasse por nós, pecadores dos tempos presentes. Ao olharmos, porém, para os últimos anos, podemos perceber com que precisão se cumpriram as profecias de Nossa Senhora e com que justiça e aflição a Mãe de Deus alertava a humanidade para as desgraças que, infelizmente, já se tornaram uma página da nossa história. Vemos, pois, o quanto a Igreja tem sofrido; vemos também a mesma espada de dor a trespassar o coração de nossa Mãe querida, que contempla o Corpo Místico de seu Filho, a própria Igreja, padecer as priores dores ao longo dos séculos. Ela, no entanto, nunca cessa de olhar e interceder por nós com seu carinho maternal; ela permanece conosco, atenta às nossas misérias, com o mesmo amor, com a mesma perseverança com que ficara ao pé da Cruz. E nos promete um bom sucesso, um bom desfecho, nos garante a ressurreição que está por vir, porque os que, como São João, permanecem unidos à Mãe do Salvador podem ter a certeza do triunfo de Deus na feliz manhã de Páscoa!

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