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Conheça os sacramentos da Igreja com o Padre Paulo Ricardo

Cristo é um escândalo para o mundo atual

A figura de Jesus é única em toda a história das religiões. Por mais semelhanças e paralelos que se possam estabelecer entre Ele e os fundadores de outros “credos”, há um traço exclusivo, e sempre incômodo, da mensagem de Cristo: só Ele afirmou e provou ser o Filho de Deus encarnado.

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 14,7-14)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!”
Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai”? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.
Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

Estamos na Última Ceia. Os Apóstolos, amigos de Jesus, estão reunidos com Ele, que começa a lhes falar na intimidade. Ouvimos no Evangelho de ontem Jesus dizer: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”; agora, diante da pergunta de Filipe, Jesus diz uma frase espantosa, mas que não deveria sê-lo se os Apóstolos já tivessem compreendido. Mas, para dar esse passo, os Apóstolos precisam do Espírito Santo. 

Jesus diz a Filipe: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai”. Ou seja: Jesus está aqui falando de sua identidade com Deus. Não estamos falando de um homem, simplesmente; estamos falando de Deus feito homem. Esse é um dos aspectos da fé verdadeiramente cristã e católica, do qual as pessoas, de forma geral, se esquecem, porque vivemos numa cultura de relativismo religioso, para o qual Jesus é, quando muito, um dos vários líderes religiosos da humanidade. Há um Jesus como há um Buda, um Maomé, um Confúcio e assim por diante…

Ora, o fato é que nenhum desses líderes, exceto Jesus, diz ser Deus feito homem. 

O mundo está disposto a aceitar um “cristianismo” que vê em Jesus o “seu” iluminado, o “seu” profeta, o “seu” avatar, o “seu” fundador. O mundo do pluralismo religioso está disposto a aceitar um Jesus que seja outro entre tantos homens pertencentes ao “panteão da sabedoria” que atravessa os séculos da humanidade.

Assim como com gostos e cores, que cada um siga a sua religião, e então viveremos tranquilos, em paz e em harmonia porque, afinal de contas, ninguém tem o Deus verdadeiro. Todo o mundo faz um esforço humano de tentar entrar em contato com a divindade: Maomé tenta entrar em contato com a divindade, Buda tenta entrar em contato, Confúcio… Assim, também Jesus seria um dos muitos profetas desse panteão. Isso não é verdadeiro cristianismo. 

Nós cristãos jamais iremos aceitar um tal achatamento, nivelamento por baixo, de Jesus. Jesus é Deus feito homem e, se isso é assim, então o cristianismo tem algo que nenhuma religião jamais teve. Nós católicos temos a Verdade encarnada, que se fez história real e concreta. Ele e o Pai são um só; Ele está no Pai, e o Pai está Nele. É o que Jesus está dizendo com toda a clareza no Evangelho de hoje.

Então, é importante transmitir essa fé aos nossos filhos e catequizandos, porque isso, que para muitos de nós pode parecer óbvio, dificilmente é transmitido. Os nossos filhos crescem num ambiente em que Jesus é tratado apenas como um ser humano. Mas o que Jesus está revelando aos Apóstolos na Última Ceia é que Ele é o próprio Deus feito homem: “Quem vê a mim, vê o Pai”, porque “eu permaneço no Pai” realizando as suas obras.

O mundo não está disposto a crer nessa realidade; mas nós deveríamos estar dispostos a converter as pessoas e transmitir a fé, para que enfim o mundo creia.

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