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150. Festa da Cátedra de São Pedro

Na festa da Cátedra de São Pedro, a Liturgia hoje nos faz imergir nos símbolos pastoris que tão bem caracterizam a missão do Magistério Eclesiástico: guiar e apascentar o rebanho de Cristo Jesus.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
16, 13-19)

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas". Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".

Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".

Celebramos hoje a festa da Cátedra de São Pedro. Por ocasião desta feliz celebração, meditemos um pouco a respeito do grande dom — que é também e sobretudo um grande mistério — do Magistério Eclesiástico. Vemos a Liturgia desta 2.ª-feira falar-nos repetidas vezes de pastores e rebanhos: tanto o Salmo responsorial (cf. Sl 22) quanto a primeira leitura (cf. 1Pd 5, 1-4) recorrem aos mesmos símbolos pastoris para se referirem à relação entre Deus e o homem, entre os presbíteros e os fieis que estão sob seus cuidados. Mas o que tudo isso tem a ver com a constituição hierárquica da Igreja? Para compreendermos a função do Magistério neste contexto, lembremo-nos de que Cristo não veio abolir o Povo que o Pai elegera para si, salvando-o da escravidão do Egito e fazendo com ele a Aliança do Sinai, mas antes renová-lo e levá-lo à plenitude. Esse Povo é, sob a Nova e eterna Aliança, a Igreja Católica, o novo Israel, "um povo dentre os que outrora não eram um povo" (CIC, 782), fonte de unidade e salvação para todo o gênero humano.

Ao instituir a sua Igreja, Cristo quis escolher Doze homens, aos quais deu o nome de "apóstolos" (cf. Lc 6, 13), "para que estivessem com Ele" (Mc 3, 14) e continuassem a sua própria missão: "Como o Pai me enviou, eu também vos envio" (Jo 20, 21). Sem nunca abandonar o seu rebanho, Jesus continua a guiá-lo por meio dos Apóstolos, fundamentos da Igreja (cf. Ef 2, 20), e daqueles que, até a consumação dos séculos, os haverão de suceder no múnus de apascentar as ovelhas do Senhor. Essa missão deve ser exercida "para sempre pela sagrada ordem dos Bispos", verdadeiros sucessores dos Apóstolos "como pastores da Igreja" (Lumen Gentium, 20). Ora, do mesmo modo como o bom pastor cuida de seus carneirinhos, protege-os dos perigos e os conduz com segurança a "prados e campinas verdejantes", assim também os Bispos têm três graves encargos: anunciar a seus fieis a verdade do Evangelho, protegendo-os dos ventos de doutrina e dos enganadores fraudulentos (cf. Ef 4, 14); cuidar espiritualmente dos membros da Igreja, sobretudo pela administração dos sacramentos; e dirigir os fieis, "com autoridade e poder sagrado" (Lumen Gentium, 27), em direção à salvação eterna.

Diante de tamanhas tarefas, como poderíamos deixar de rezar com especial amor e solicitude pelos pastores a que o Senhor, com imensa bondade e zelo, quis confiar-nos? Façamos nesta Quaresma o propósito de orarmos com mais frequência pelos Bispos e pelo Papa, para que, fiéis à missão que receberam, possam eles crescer diariamente na fé e na caridade. Que Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, interceda hoje de modo especial por todos aqueles que o Senhor Jesus colocou à frente de seu rebanho.

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