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Homilia Dominical
1 Nov 2018 - 25:20

O Céu é nosso amigo!

O Céu é nosso amigo! Com tantos santos e santas querendo a nossa salvação e rezando por nós junto de Deus, nenhum católico pode reclamar de solidão. Nesta homilia, a partir de sua devoção ao Padre Pio e a Santa Teresinha do Menino Jesus, Padre Paulo Ricardo mostra como todos os bem-aventurados “passam o seu Céu fazendo o bem sobre a terra” e ensina-nos a tirar o máximo proveito deste tesouro que é a comunhão dos santos!
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Homilia Dominical - 1 Nov 2018 - 25:20

O Céu é nosso amigo!

O Céu é nosso amigo! Com tantos santos e santas querendo a nossa salvação e rezando por nós junto de Deus, nenhum católico pode reclamar de solidão. Nesta homilia, a partir de sua devoção ao Padre Pio e a Santa Teresinha do Menino Jesus, Padre Paulo Ricardo mostra como todos os bem-aventurados “passam o seu Céu fazendo o bem sobre a terra” e ensina-nos a tirar o máximo proveito deste tesouro que é a comunhão dos santos!
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 5, 1-12a)

Naquele tempo, vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, e Jesus começou a ensiná-los: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.

Meditação. — 1. A Solenidade de Todos os Santos nos faz lembrar que quem crê, nunca está sozinho. Pela graça batismal, unimo-nos não somente à pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual provém a salvação para o gênero humano, mas também a todos aqueles que tornam-se membros do Seu Corpo Místico. Essa união se estende até os santos, homens e mulheres que, após uma vida digna do Evangelho, hoje gozam no Céu da visão beatífica e podem nos acompanhar com as suas preces e favores. Por isso, os católicos amamos os santos e dedicamo-lhes toda sorte de homenagens e agradecimentos neste mundo.

Jesus é, de fato, o único mediador entre o Céu e a terra. Todavia, Ele mesmo quis servir-se de outros instrumentos para realizar a redenção do mundo, escolhendo, para isso, um grupo de Apóstolos que, em seu nome, cumprisse a missão de pregar a Palavra e batizar os pagãos. Esses instrumentos, por sua vez, não excluem aqueles que, morrendo em odor de santidade, já se encontram na presença do Pai eterno. Ao contrário, os grandes santos do passado (sacerdotes, religiosos e leigos) podem agora, do Céu, servir muito mais para a nossa salvação.

2. Exemplos não faltam, na história da Igreja, de grandes homens e mulheres que se santificaram e, agora, intercedem junto a Deus pela humanidade. Pensemos um momento na vida de Padre Pio. Esse sacerdote capuchinho exerceu um ministério tão exemplar, que Deus não economizou graças na hora de exaltá-lo sobre toda a humanidade. Diante de um mundo cada vez mais incrédulo, os milagres de Padre Pio (curas, ressurreições, profecias, estigmas etc.) serviram para mostrar que a presença de Deus no meio de Seus filhos não é uma coisa do passado, uma invenção própria de pessoas medievais, mas uma realidade que permanece ativa ainda hoje. Jesus vive na Igreja e vive nos santos.

O milagre maior de Deus na vida de um santo é o Amor. O seu desejo é, afinal, transformar-nos pela graça até nos tornarmos capazes de amar. Trata-se daquilo que Santa Teresinha experimentou na noite do Natal de 1886, quando Jesus a converteu definitivamente, fazendo-a sair da infância para torná-la uma adulta na fé. “Nessa noite em que Ele se fez fraco e sofredor por meu amor”, narra Teresinha em sua autobiografia, “fez-me forte e corajosa, vestiu-me com suas armas e desde essa noite bendita, não fui vencida em nenhum combate” (Manuscrito A, 45r). A menininha mimada, que tanto chorava pelos próprios caprichos, passou a dar passos de gigante, pois havia sentido a caridade entrar no seu coração.

3. Nós também podemos experimentar essa ação divina que Padre Pio, Teresinha e tantos outros experimentaram. Cristo deseja profundamente a nossa santidade, pelo que não se cansa de favorecer-nos com graças atuais, inspirações divinas que nos levam a praticar o bem. Precisamos apenas permitir que Ele acesse a nossa alma e transforme o nosso coração.

Para chegar à perfeita santidade, contamos ainda com a ajuda desses grandes amigos de Deus, que são os santos. Às vezes, podem ser até membros já falecidos de nossa família que já estão na presença do Senhor. Façamos, pois, o esforço de conhecê-los, amá-los, a fim de que sejam nosso auxílio precioso na jornada para o Céu.

Oração.Senhor Jesus, tornai-nos dignos do vosso amor e da vossa amizade, favorecendo-nos com a mesma graça com que tornastes Teresa de Lisieux, naquela noite de natal de 1886, uma grande santa, cheia da virtude da caridade. Assim seja!

Propósito. — Rezar pelas almas do Purgatório.

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