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Homilia Dominical
3 Jan 2020 - 24:52

Uma festa contra o relativismo religioso

O diabo quer fazer você acreditar que a Palavra de Deus é relativa e não precisa ser seguida por todos. Mas a solenidade da Epifania do Senhor nos faz enxergar que Cristo veio para salvar todos os homens, inclusive os pagãos. É o que ensina Padre Paulo Ricardo nesta homilia do último domingo do Natal.
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Homilia Dominical - 3 Jan 2020 - 24:52

Uma festa contra o relativismo religioso

O diabo quer fazer você acreditar que a Palavra de Deus é relativa e não precisa ser seguida por todos. Mas a solenidade da Epifania do Senhor nos faz enxergar que Cristo veio para salvar todos os homens, inclusive os pagãos. É o que ensina Padre Paulo Ricardo nesta homilia do último domingo do Natal.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 2, 1-12)

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.

Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.

Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

Meditação. — 1. Neste último domingo do Natal, celebramos a solenidade da Epifania, que é a manifestação de Deus aos povos da terra. O Evangelho da Missa nos faz meditar a vinda de Cristo para os pagãos, representados na figura dos três reis magos: Gaspar, Baltazar e Melchior, segundo a Tradição.

“E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino”, diz o Evangelista. Para entender esse fenômeno, precisamos ter uma fé católica como a de Santo Tomás de Aquino, por exemplo. Ele não inventa explicações científicas para a estrela, mas se dobra diante do mistério. Sim, diz ele, trata-se de um milagre, que Deus realizou para indicar o nascimento de seu filho.

Os modernistas têm a mania de querer reduzir a ação de Deus às leis físicas. Mas se Nosso Senhor realizou o Milagre do Sol, em Fátima, para 70 mil pessoas — dentre as quais havia muitos incrédulos —, por que Ele não poderia ter feito algo semelhante em Belém? Em Fátima, o fenômeno astronômico pôde ser visto a quilômetros de distância, por gente que nem era católica. Os jornais seculares da época deram a notícia com alarde. Do mesmo modo, os três reis magos foram agraciados por Deus, com uma estrela para guiá-los até a casa onde estava o Menino.

2. Além da estrela, Deus também iluminou os corações daqueles reis para que vissem quem era Jesus. Eles o presentearam com incenso, ouro e mirra porque já sabiam qual seria o seu destino, já sabiam da sua divindade e realeza, e que Ele morreria pela salvação da humanidade.

Nesse episódio podemos enxergar um mistério muito profundo. Deus veio, de fato, para todos os homens, a fim de salvá-los da perdição eterna. Aqueles três reis já tinham uma religião e cultuavam outros deuses. Mas Deus não os privou da verdade: revelou-lhes o Menino pelo qual todos os povos seriam redimidos.

Isso deve nos fazer pensar em nossos métodos de evangelização. A manifestação de Cristo aos povos pagãos foi confiada à ação missionária da Igreja. Todavia, o diabo tem agido no meio dos católicos para dissuadi-los da necessidade de conversão, como se toda ação evangelizadora da Igreja não passasse de “moralismo neurótico”.

Quantos pregadores, hoje em dia, têm criado espantalhos para justificar suas heresias. Eles dizem, sem medo, que todas as religiões salvam, que o inferno não existe ou que está vazio, que isso ou aquilo não é pecado etc. E quando algum católico ensina a doutrina de sempre da Igreja, eles o acusam de ser “moralista”, “intolerante”, “fundamentalista” etc. Com isso, esses falsos doutores criam a impressão de que a fé católica não é para todos, e que o cristianismo não pode ser uma espécie de “imperialismo” contra as demais religiões.

3. A doutrina católica, por outro lado, não é nada moralista. Acontece que o amor de Cristo nos impele a ter uma vida nova, totalmente transformada pela graça. E é somente nesse amor que podemos encontrar a verdade e a salvação. Por isso tantos homens e mulheres do início do cristianismo foram capazes de seguir Jesus até o martírio. No fundo, eles sabiam que a verdadeira vida começa na eternidade e que nenhum homem poderia tirar isso deles. Ao contrário, a apostasia os conduziria diretamente ao inferno.

O coro dos Apóstolos e dos grandes missionários da Igreja, como São José de Anchieta e São Francisco Xavier, também nos alerta para a necessidade do anúncio da fé. Eles não tergiversaram em matéria de religião, não se acomodaram, mas cruzaram os oceanos, até os povos mais longínquos, para dizer que Cristo é o nosso único Salvador. Teríamos a audácia de chamar esses homens de “moralistas neuróticos”? Não somos nós, ao contrário, que apequenamos a Palavra de Deus para que ela caiba no nosso esquema egoísta?

Esta solenidade da Epifania evoca a grandeza dos grandes santos missionários, e deve muito nos incomodar. Sejamos nós a estrela que conduz os homens, os pagãos deste século, à manjedoura do Redentor.

Oração. Ó Deus, que hoje revelastes o vosso Filho às nações, guiando-as pela estrela de Belém, concedei aos vossos servos, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Amém.

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