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68. Não é Deus excessivamente severo ao condenar o homem?

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Por definição, o Inferno é um “estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados” (CIC 1033).

Ora, a palavra auto-exclusão não deixa margem para qualquer dúvida: não é Deus quem condena o homem, mas o próprio homem. Mas, como isso ocorre? Para se compreender como o próprio homem pode renegar a comunhão com Deus é preciso entender que ele é totalmente, tragicamente livre. Tão livre que pode, no instante final, virar as costas para Deus.

Deus respeita a liberdade humana, como respeitou a liberdade dos anjos quando, liderados por Lúcifer disseram: “Não serviremos”. Tanto para eles quanto para os homens existe um caráter de irrevogabilidade nessa decisão, que é selada no momento último. Assim diz o Catecismo:

“...não existe arrependimento para eles (os anjos) depois da queda, como não existe para os homens após a morte” (392). Portanto, é o homem, no momento final, quem decide de que lado ficará e não Deus que o condena.

Enquanto o homem caminha sobre a Terra, tem todos os meios e as oportunidades para permanecer em comunhão com Deus. Ele próprio deixou um caminho seguro, claro, que são os Sacramentos, as Sagradas Escrituras, os Mandamentos e tantas outras vias. Deus oferece sua graça e seu amor infinito, porém, é o homem quem decide se aceita permanecer nesse amor e entrar em comunhão eterna com Ele ou se prefere permanecer com o coração endurecido, rejeitando por soberba e orgulho a mão estendida do Senhor.

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