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Christo Nihil Praeponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
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O drama que os homossexuais vivem é semelhante ao de todos os seres humanos marcados pelo pecado original. Todos possuem um “canto de sereia", uma tentação demoníaca que diz: seja feliz, procure a felicidade aqui nesta terra. É buscando essa felicidade que o alcoólatra se embriaga, que o drogado se entorpece, que a prostituta se destrói, que o adúltero acaba com sua família e que o homossexual mendiga afeto de relação em relação.

É buscando essa felicidade que o homem vive uma vida de desventura nesta terra. No entanto, Nosso Senhor não prometeu felicidade para ninguém aqui, mas sim no céu. Ele disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. [...] Vou preparar um lugar para vós." (Jo, 14,2). Isso se dá porque diversas são as cruzes que devem ser carregadas.

No entanto, existe um lugar no céu para cada um dos filhos de Deus, cujos nomes foram escritos no Livro da Vida e o Senhor não deseja que esse lugar permaneça vazio. Cabe aos irmãos ajudarem-se mutuamente, rezando uns pelos outros. Quedas ocorrerão, mas é justamente no cair e no levantar-se que o caminho para o céu vai se delineando.

A diferença do bom católico para o pecador não é que o católico não comete pecado, mas sim, de que este odeia o seu pecado. É preciso odiar o pecado, a mentira que leva ao pecado, a ilusão. É preciso combater a palavra ilusória do demônio que promete uma felicidade com o realismo da Cruz. A Cruz crava os pés dos homens no chão.

Não se deve também adotar uma postura vitimista, como se todos fossem felizes neste mundo, menos você. Não. Esse paraíso não existe para ninguém, pois a verdadeira felicidade será somente no céu. O mundo é apenas um tira-gosto. Deus fez este mundo para que os homens nele vivam com alegria, mas é apenas biológica (bios), e o que Ele promete é a uma outra Vida (zoe), a vida verdadeira. Na terra é tira-gosto, no céu é o banquete.

Pretender substituir o segundo pelo primeiro é certeza de uma enorme frustração, pois o tira-gosto é gostoso na boca, mas pesado no estômago. Assim, é preciso entender que essa vida não irá preencher o seu “estômago" (coração); a vida é bela, bonita e vale a pena ser vivida, no entanto, ela é marcada pela Cruz. Jesus mesmo ensina: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me!" (Mc 8,34).

Trata-se de um claro vislumbre de que não haverá felicidade plena nessa vida. No entanto, isso não significa que não seja possível. O Catecismo da Igreja Católica enxerga que se trata de um grande drama:

Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da Cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.(2358)

Contudo, a Igreja pede a todos os fiéis que vivam a castidade. Tanto dos casados quanto dos solteiros, não somente de vive tal situação. Todos devem lutar pela castidade, não sem quedas, é evidente, mas levantando-se após cada uma delas. Para tanto, podemos contar com a graça de Deus que ajuda ter a força moral para suportar a cruz e combater o mal inicialmente dentro de si e depois no mundo.

Perseverar, ter paciência e praticar a ascese. Unir-se à cruz de Cristo, morrendo com Ele para com Ele também ressuscitar. Isso é o que a Igreja pede a todos os seus filhos.

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