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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 2, 16-21)

Naquele tempo, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.

Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.

Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.

Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

A solenidade de Nossa Senhora, Mãe de Deus, celebrada no dia 1.º de janeiro, dá fim à Oitava do Natal e início a mais um ano civil, posto sob os auspícios maternais daquela que, segundo a doutrina defendida pelo Concílio de Éfeso contra a ímpia heresia de Nestório, é verdadeiramente Teótoco (Θεοτόκος), isto é, Mãe de Deus, por ter gerado e dado à luz segundo a carne o próprio Filho de Deus feito carne. A Igreja dirige hoje o nosso olhar para a Mãe do Salvador, não porque Jesus seja menos importante, mas porque Maria SS., na economia da redenção determinada ab æterno por Deus, era necessária para que o Filho de Deus se tornasse Filho do Homem. A Virgem bendita, nesse sentido, não é um “apêndice” nem um detalhe de somenos na história da salvação, mas, antes, uma peça-chave, sem a qual Deus não quis entrar na história e da qual Ele mesmo assumiu a carne para poder-se chamar realmente Emanuel. Com efeito, o Senhor mesmo, enquanto caminhou no meio de nós, fez questão de ressaltar várias vezes (cerca de 78, se consideramos as passagens paralelas) que Ele, Filho eterno do Pai, era também Filho do Homem (gr. ὁ υἱὸς τοῦ ἀνθρώπου, hebr. bar ’enash), expressão da qual se servia não somente por ser conhecida dos hebreus e remeter espontaneamente à profecia messiânica de Daniel (cf. Dn 7, 13s), mas também por indicar que Ele recebeu toda a sua humanidade de uma única carne, de um único ser humano, isto é, das entranhas puríssimas e nunca profanadas da Virgem Imaculada. Ele, com efeito, é Filho do Homem, homem como nós em tudo, menos no pecado, justamente por ser Filho de Maria, não no sentido de que ela tenha dado origem à divindade com que o seu Filho é antes dela e de todos os séculos, mas porque o Espírito Santo a fecundou para que dela assumisse a natureza humana Aquele que, sendo Deus eterno, a criou no tempo, e para que ela mesma gerasse e desse à luz, permanecendo intacta a sua virgindade, Aquele que é o próprio e sempiterno unigênito do Genitor eterno (cf. S. Leão Magno, Ad Flav., c. 2; DH 291). A grandeza admirável dessa geração singular, pela qual o Filho eterno do Pai se fez Filho de Maria, supera em tal medida todo entendimento criado que a moderação de um santo da estatura de Tomás de Aquino chegou a afirmar que, por sua divina maternidade, a Virgem SS. foi elevada a uma dignidade quase infinita. Que também nós possamos encher-nos da mesma admiração que levou o Aquinate a cantar os louvores da Mãe do Criador. Renovando hoje nossa consagração total a ela, peçamos à Virgem SS. que nos guarde sob o seu amparo ao longo de todo este ano que se inicia e se digne interceder por nós junto ao seu Filho, a quem seja toda toda honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém.

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