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Lutero e o Mundo Moderno

Lutero e a Usura

Na história da “Reforma” Protestante, o problema da usura é um dos indícios mais claros do nominalismo de Lutero. 

Incapaz de reconhecer o valor intrínseco da razão natural, o “reformador” de Wittenberg não podia ter outra regra de moralidade que não fosse a Bíblia, vista como um código em que Deus quis promulgar, por libérrimo decreto, aquilo e somente aquilo que se deve considerar bom ou mau, pecado ou virtude.

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Como buscamos mostrar ao longo das últimas aulas, baseando-nos preferentemente em fontes de primeira mão, Lutero pode ser considerado a causa remota da cultura da morte em que vivemos hoje. Isso não significa, como também salientamos, que se lhe deva imputar a responsabilidade pelos erros e problemas do presente: ser causa não é, sempre e necessariamente, o mesmo que ser culpado. O que Lutero fez, isso sim, foi dar início a um processo que, quer ele o previsse ou não, acabaria conformando em seus traços fundamentais o mundo moderno tal qual o conhecemos hoje.

Antes porém de retomarmos o fio da meada e estudarmos o tema da usura, vale a pena repassar brevemente dois pontos estudados até o momento:

Lutero rejeitou o Magistério eclesiástico; mas como a Igreja não pode subsistir sem uma instância docente, Lutero não viu outra alternativa senão transferir, mesmo sem se dar conta, a autoridade magisterial do Papa e dos bispos para as universidades. Estas, com o passar do tempo, irão se transformar em “turbina” das revoluções, na medida em que tiverem o potencial de gerar bridge leaders, espécie de ativistas capazes de popularizar as ideias surgidas nos claustros...
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