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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
2, 36-40)

Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Ela era de idade avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do templo; dia e noite servia a Deus com jejuns e orações. Naquela hora, Ana chegou e se pôs a louvar Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.

Depois de cumprirem tudo conforme a Lei do Senhor, eles voltaram para Nazaré, sua cidade, na Galiléia. O menino foi crescendo, ficando forte e cheio de sabedoria. A graça de Deus estava com ele.

O Evangelho deste 6.º dia dentro da Oitava do Natal dá continuidade à leitura de ontem, em que começamos a assistir à apresentação do menino Jesus no Templo de Jerusalém. Hoje, aprece-nos mais uma personagem: a profetisa Ana, que, assim como Simeão, reconhece naquele menino agarrado aos braços de Maria a presença misteriosa de Deus, a consolação de Israel (cf. Lc 2, 25). É a respeito deste encontro, aliás, que Bento XVI, em sua homilia de 2 de fevereiro de 2011, fez uma observação curiosa. Embora o próprio Deus feito carne se tenha feito presente ali mesmo, em meio a uma multidão de homens ocupados com seus afazeres, nenhum dos que estavam no Templo à procura do Senhor — sacerdotes, levitas, peregrinos etc. — oi capaz de aperceber-se da presença de Cristo. Apenas dois anciãos — disse o Papa —, guiados pelo Espírito Santo, conseguem descobrir a grande novidade, a Boa Nova que se esconde na humildade de um menino que acabara de nascer.

Com efeito, ainda que Deus se lhe faça presente, o coração humano não o pode enxergar se não for antes transformado desde dentro, capacitado a, sob a luz da fé, ver os sinais muitas vezes simples e ordinários por que Deus nos dá a conhecer a sua presença, a sua visita à nossa vida. Ora, do mesmo modo como, na Plenitude dos Tempos, Ele se escondera na fragilidade de um recém-nascido, assim também hoje, nestes nossos dias, Deus continua a esconder-se e apresentar-se a nós, sempre dispersos no vaivém de inúmeras preocupações. Que Jesus nos ajude a, recolhidos, metidos no nosso coração, reconhecer a sua presença dentro de nós. Que a ação de sua divina humanidade, agora assunta aos Céus e escondida sob o véu da Eucaristia, faça crescer em nós a fé nesta sua presença divina e o amor à sua infinita bondade. Sigamos, pois, o exemplo de Ana: que os nossos jejuns e orações nos levem a buscar, dia e noite, a Deus, a perceber a sua misteriosa presença, a abraçar todas as cruzes e alegrias que Ele se digna enviar-nos.

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