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Homilia Dominical
16 Fev 2018 - 25:24

As tentações de Cristo e os três inimigos da alma

Nosso Senhor “ficou no deserto durante quarenta dias”, diz o Evangelho deste domingo, “e aí foi tentado por Satanás”. Jesus Cristo, indo para o deserto, venceu o mundo; jejuando, venceu a carne; e resistindo às tentações, venceu o demônio. Nesta homilia, Padre Paulo Ricardo faz uma importante meditação sobre essas três vitórias de Cristo, mediante as quais recebemos a graça para enfrentar a “quaresma” desta vida e vencermos, também nós, os inimigos de nossa salvação eterna.
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Homilia Dominical - 16 Fev 2018 - 25:24

As tentações de Cristo e os três inimigos da alma

Nosso Senhor “ficou no deserto durante quarenta dias”, diz o Evangelho deste domingo, “e aí foi tentado por Satanás”. Jesus Cristo, indo para o deserto, venceu o mundo; jejuando, venceu a carne; e resistindo às tentações, venceu o demônio. Nesta homilia, Padre Paulo Ricardo faz uma importante meditação sobre essas três vitórias de Cristo, mediante as quais recebemos a graça para enfrentar a “quaresma” desta vida e vencermos, também nós, os inimigos de nossa salvação eterna.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 1, 12-15)

Naquele tempo, o Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

Neste 1.º Domingo da Quaresma, a Igreja medita sobre as tentações de Cristo no deserto, a fim de nos orientar acerca das lutas que temos de travar contra o diabo, o mundo e a carne, os três grandes inimigos da alma que impedem a nossa comunhão com Deus.

A ida de Jesus ao deserto representa a sua compaixão pelo gênero humano. Embora não precise de penitências nem de jejuns, Ele quis assumir toda a nossa condição para que fôssemos redimidos de nossos pecados. Ele foi ao deserto para nos ensinar uma maneira de vencer o diabo e alcançar a coroa do Céu. Como dizia Santo Agostinho: “Aquele que te criou sem ti não te salvará sem ti”. No deserto, portanto, Cristo mostra como devemos abrir nosso coração para a graça santificante.

A primeira grande vitória de Cristo no deserto deu-se sobre o mundo. Recolhendo-se no silêncio de um deserto, Jesus venceu os apelos do mundo e ensinou que temos de ter tempo para Deus, um momento de intimidade com Ele, ou seja, vida de oração. Pois, sem essa vida de oração, é impossível agradar a Deus, e a alma logo se perde nas tentações mundanas.

Como dizia Santa Teresa d’Ávila, a vida de oração requer uma determinada determinação da alma; ela deve estar disposta a orar ainda que isso represente grandes sacrifícios: “Surja o que surgir, aconteça o que acontecer, sofra-se o que se sofre, murmure quem murmurar, mesmo que não se tenha força para prosseguir, mesmo que se morra no caminho não se suporte os padecimentos que nele há, ainda que o mundo venha abaixo” (Caminho de Perfeição, XXI).

A segunda vitória de Cristo no deserto foi a vitória contra a carne, esta alma dominada pelas paixões. Trata-se do inimigo mais perigoso porque está dentro de nós, como um cavalo de Troia. Para vencer a carne, o homem precisa moderar os seus apetites pelo jejum e a penitência, a fim de que a alma governe o corpo e ela seja guiada pelo Espírito Santo. Daí a urgência dos exercícios quaresmais. Eles têm o objetivo de nos ajudar a vencer a carne.

Finalmente, a terceira vitória de Cristo no deserto foi contra o diabo. Jesus permite que sejamos tentados pelo diabo para que aprendamos a lutar o bom combate da fé e a amar, como ocorreu na famosa história de Santo Antão, narrada por Santo Atanásio. Conta-se que, depois de uma grave luta contra o diabo, Jesus apareceu de repente a Antão. “Mas Jesus, onde estavas? Por que não apareceste no início para fazer com que minhas dores cessassem?”, perguntou o santo. “Antão, eu estava aqui. Mas eu esperei para ver a tua luta”, respondeu Jesus.

No período da Quaresma, muitas serão as nossas lutas. Os contatos do WhatsApp, as más companhias, os vícios etc.: precisamos dar um basta nessas realidades, caminhando para o deserto quaresmal e imitando as virtudes de Cristo. Na verdade, devemos rasgar nossos corações para a sua graça santificante, para que ela nos transforme em homens e mulheres novos, livres de todo pecado. Portanto, vivamos esse tempo santo, esse kairós, na presença de nossos anjos e da Virgem Maria, para pisarmos a cabeça da serpente e alcançarmos as graças da Paixão do Senhor.

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