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Uma das missões do Papa Francisco no início do seu pontificado será a confirmar ou substituir em seus cargos as pessoas que ajudaram Bento XVI no governo da Igreja universal, a chamada Cúria Romana. Mas, o que é e qual a função dela?

O Papa não é somente o Bispo de Roma. Ele possui também o poder primacial, ou seja, o poder sobre a Igreja do mundo todo e, é evidente, este poder não pode ser exercido somente por ele, ele precisa de uma equipe. A melhor definição de Cúria Romana está no decreto Christus Dominus, publicado pelo Papa Paulo VI, cujo trecho referencial está na página de abertura da própria Cúria, no site do Santa Sé:

"Para exercer o poder supremo, pleno e imediato sobre a Igreja universal, o Romano Pontífice vale-se dos Dicastérios da Cúria Romana. Estes, por conseguinte, em nome e com a autoridade dele, exercem seu ofício para o bem das Igrejas e em serviço dos Sagrados Pastores."[1]

Assim, a Cúria Romana é o corpo administrativo que auxilia o Papa a exercer o seu poder. Segundo o Concílio Vaticano I, o poder do Papa "é pleno e imediato sobre a Igreja do mundo inteiro". Para exercê-lo, o Papa se utiliza dos Dicastérios (que são equivalentes aos ministérios no governo secular), ou seja, órgãos executivos na maioria das vezes, pois também existem alguns Tribunais, os quais o ajudam a exercer a sua função de Romano Pontífice.

É interessante frisar também que, na Igreja, todo o poder é exercido como serviço, ou seja, o Padre é o superior da paróquia, mas esse poder é exercido como serviço aos fiéis. Da mesma forma, o Bispo é superior da sua diocese, mas esse poder é exercido em serviço da sua diocese. Com o Papa não é diferente, ele é o superior da Igreja universal, mas esse poder é exercido em serviço dessa Igreja.

O Papa Francisco, portanto, terá que nomear ou confirmar os seus colaboradores mais importantes. Uma das principais decisões que ele terá de tomar será escolher o seu Secretário de Estado. De alguma maneira, essa escolha é um indício de como será o seu próprio pontificado. Na realidade da Cúria, o Secretário é o número 2, aquele que está em contato mais próximo com o Santo Padre, portanto, é sempre alguém em que o Papa confia.

Importante é que nenhum católico se deixe levar pela impressão de que a Cúria Romana é um mal em si mesma. Pode ser que ela precise de uma reforma, da substituição de pessoas, de uma certa "limpeza" interna, pode ser. Mas, ser contrário à existência dela é como pedir que o Papa não tenha nem braços nem pernas, pois, nesse caso, o Papa não conseguiria exercer o seu poder universal e ordinário sobre a Igreja do mundo inteiro.

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