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Homilia Dominical
30 Ago 2019 - 24:23

Três razões para a humildade

No centro do Evangelho deste domingo, está a célebre máxima de Nosso Senhor segundo a qual “quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. Mas o que é mesmo a virtude da humildade e por que devemos vivê-la, afinal? Nesta homilia, Padre Paulo Ricardo nos apresenta três razões para sermos humildes: porque somos pecadores, porque somos criaturas e, acima de tudo, porque somos discípulos de Cristo, “que se humilhou até a morte, e morte de cruz”.
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Homilia Dominical - 30 Ago 2019 - 24:23

Três razões para a humildade

No centro do Evangelho deste domingo, está a célebre máxima de Nosso Senhor segundo a qual “quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”. Mas o que é mesmo a virtude da humildade e por que devemos vivê-la, afinal? Nesta homilia, Padre Paulo Ricardo nos apresenta três razões para sermos humildes: porque somos pecadores, porque somos criaturas e, acima de tudo, porque somos discípulos de Cristo, “que se humilhou até a morte, e morte de cruz”.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 14, 1.7-14)

Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: “Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. Porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”.

E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.

Meditação. — O Evangelho deste domingo propõe-nos algumas lições sobre a virtude da humildade. No texto de São Lucas, Jesus é convidado para participar de um banquete na casa de um fariseu e, notando que os demais convidados escolhiam os primeiros lugares, Ele decide então contar-lhes uma parábola.

Nosso Senhor ensina-lhes a discrição e a generosidade, porque a recompensa do humilde é a ressurreição; “porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”. De fato, e como ensina Santo Agostinho, o crescimento na santidade se mede pelo crescimento na humildade, porquanto essa virtude é aquela que nos crava no chão da realidade.

A raiz etimológica da palavra “humildade”, em grego, é ταπεινός, da qual também deriva a palavra “tapete”. O humilde é, portanto, aquele que se faz bem pequeno, que se coloca no seu devido lugar, no chão da verdade, como um tapete. Afinal de contas, a humildade nos faz enxergar, em primeiro lugar, que somos pecadores miseráveis, e, por isso, dignos de pena e compaixão. Não existe nenhuma razão verdadeira para querermos, por nós mesmos, “os primeiros lugares”.

A nossa reação diante de Deus deve ser aquela de São Pedro: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador”. Ademais, a humildade nos recorda que somos apenas criaturas, ou seja, o nosso ser precisa ser sustentado pelo Criador. A nós cabem, portanto, as mesmas palavras que Cristo dirigiu a Santa Catarina de Sena, num de seus diálogos: “Catarina, tu sabes quem eu sou? Tu sabes quem tu és?”. “Não, Senhor”, disse ela. E Jesus lhe respondeu: “Eu sou aquele que sou e tu és aquela que não é”.

Mas a razão principal para sermos humildes é o exemplo de Cristo. Por amor a nós, Ele aceitou a missão do Pai e “humilhou-se a si mesmo”, como diz São Paulo, “tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2, 8). Mesmo sendo de condição divina, Jesus fez-se pequeno para nos servir e redimir. Daí que os santos aceitassem ser humilhados por amor a Deus. A glória do Céu é, ao fim e ao cabo, o resplandecer dessa caridade, dessa humildade por amor a Cristo que tivermos praticado aqui na terra.

Na parábola que Jesus conta no Evangelho de hoje, Ele exorta os demais convidados a nunca convidarem amigos, irmãos, parentes e vizinhos ricos para uma festa, porque “estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa”. Ao contrário, Ele nos pede para convidarmos justamente aqueles que não podem retribuir nada além da própria presença. Agindo assim, estaremos nos configurando a Deus, que nos ama sabendo que não podemos dar-lhe uma resposta à altura, a não ser o reconhecimento de nossa pobreza.

Ladainha da Humildade (do Cardeal Merry del Val, secretário de Estado de São Pio X)

Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser difamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.

Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu,
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuído,
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado,
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado,
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas,
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

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