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Consagração Total a Nossa Senhora

As práticas exteriores desta consagração

Ainda que não sejam estritamente obrigatórias, a consagração à Virgem Maria conta com algumas práticas exteriores que, além de úteis, são muito recomendáveis. Entre elas estão, naturalmente, os próprios exercícios preparatórios ao ato de consagração, explicados com serenidade e zelo pastoral pelo Padre Paulo Ricardo em mais esta aula sobre o Tratado da Verdadeira Devoção à Virgem Santíssima.

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O essencial da devoção à Virgem Santíssima, como dito anteriormente, consiste na prática interior de fazer tudo com Maria, por Maria e em Maria. Sem embargo, as práticas exteriores não deixam de ter o seu valor e utilidade, já que elas — explica o santo de Montfort — ajudam a estimular o fervor e a devoção interior, permitem-nos lembrar o que fizemos e devemos fazer e, por último, “são próprias para edificar o próximo que as vê” [1]. Tais práticas, portanto, não devem ser negligenciadas ou omitidas, sob o pretexto de que a verdadeira devoção reside só e tão-somente no coração, à margem de qualquer manifestação sensível e externa; mas tampouco devem sobrepor-se às práticas interiores, como se o mero repetir de palavras, o recitar de fórmulas ou o levar no pulso umas correntinhas bastassem para fazer de alguém um verdadeiro devoto de Nossa Senhora.

Pois bem, a primeira e mais importante dessas práticas exteriores é o Santo Rosário. É a própria Virgem Maria que, em inúmeras aparições e revelações privadas, insiste na urgente necessidade de o rezarmos fielmente todos os dias. Se rezado como convém, ou seja, com recolhimento, atenção e modéstia — sem contar a meditação dos mistérios —, não há como o Rosário não produzir frutos, e abundantes, de santificação e amor a Deus. Aqui, como em tudo o mais, é preciso que a récita dessa excelentíssima oração brote de um coração sincero, simples e humilde. É preciso, pois, evitar todo espírito de vaidade, de querer aparecer e receber a glória dos homens. Não demos aos demais uma imagem deformada, uma caricatura, do que é a consagração à Virgem Santíssima. Se a vivermos como algo puramente externo, prestaremos um grande desserviço quer, Nossa Senhora, a quem não estaremos servindo de fato, quer a nossos irmãos, que julgarão pelo nosso comportamento que a devoção mariana não passa de uma exterioridade aborrecida e sem sentido.

Outra das práticas exteriores são os exercícios preparatórios que costumam anteceder o ato de consagração total. Em primeiro lugar, é preciso escolher um dia — em geral, uma festa mariana — para entregar-se, voluntariamente e por amor, por inteiro e sem reserva, ao serviço da Virgem Santíssima. Depois, convém fazer, ao longo de um mês antes do dia assinalado, uma série de orações preparatórias. Durante os doze primeiros dias, pede-se a Deus o desapego do mundo, de suas pompas, vaidades e distrações. Pois o espírito do mundo é “contrário ao de Jesus” [2], de maneira que não se entende como poderia alguém chegar a ser santo se não aborrecesse o que aborrece a Nosso Senhor, se, ainda que se encontre em estado de graça, estivesse com a cabeça voltada para fora do seu castelo interior, admirando e desejando os vãos prazeres e a falsa felicidade do mundo.

As três semanas seguintes — de seis dias cada uma, naturalmente [3] — serão dedicadas às orações propostas por São Luís Maria no número 29 em diante de seu Tratado. Mesmo que, por debilidade ou certos imprevistos, não conseguirmos realizar diariamente esse roteiro de preces, ainda assim deveríamos manter o propósito de nos consagrar no dia escolhido. O importante é perseverar, retomar o trabalho no ponto em que o deixamos e, com o olhar confiante posto em nossa Mãe do Céu, darmos tudo a ela, por inteiro e sem reserva alguma. O mesmo vale se, desgraçadamente, cairmos em pecado mortal: a solução não é senão chorar essa grave falta, procurar o quanto antes um confessor e não perder o ânimo. Nossa Senhora não nos há de negar seu socorro.

No dia da consagração, é necessário estar em estado de graça. É conveniente e recomendável, embora não estritamente obrigatório, oferecer alguma sacrifício à Virgem Maria — um jejum, uma mortificação, uma obra de caridade etc. O ato da consagração, assim aconselha o santo de Montfort, convém fazê-lo logo após a comunhão. Depois de recebermos a Cristo sob o véu do sacramento, faremos nossa entrega íntima e pessoal a ele por mãos de sua Mãe, ou recitando a conhecida fórmula de consagração presente no Tratado ou fazendo com firme vontade a promessa de dar-se por completo, em corpo e alma, à Virgem Santíssima. Não se trata, porém, de um “rito” litúrgico, a ser seguido ao pé da letra; o essencial é a resolução de viver as promessas do Batismo e o ato íntimo e voluntário de entrega total a Maria.

É aconselhável, por fim, renovar a consagração ao menos uma vez por ano, no mesmo dia em que se fez a entrega, “observando as mesmas práticas durante três semanas” [4]. Como um sinal externo que nos recorde que agora somos inteiramente de Maria, podemos andar com um escapulário, uma corrente, uma medalha, qualquer imagem, enfim, que expresse discretamente a nossa escravidão de amor.

Referências

  1. São Luís M.ª G. de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. 39.ª ed., Petrópolis: Vozes, 2009, p. 217, n. 226.
  2. Id., p. 219, n. 227.
  3. Cf. Id., p. 219, n. 228.
  4. Id., p. 222, n. 233.
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