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Homilia Dominical
7 Jun 2019 - 25:38

Nem materialistas, nem panteístas: católicos!

Nem o materialismo que reduz o homem a pó, nem o panteísmo que tudo diviniza: o Deus verdadeiro é um só, em três Pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, e quer nos fazer participar de sua vida divina… Mas como isso se dá? O que nos ensina a Igreja sobre o ser humano, a sua salvação e santificação? Na homilia deste domingo de Pentecostes, Padre Paulo Ricardo apresenta com clareza a doutrina católica a esse respeito, convidando os que somos membros do mesmo Corpo a crescer em fé e em caridade.
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Homilia Dominical - 7 Jun 2019 - 25:38

Nem materialistas, nem panteístas: católicos!

Nem o materialismo que reduz o homem a pó, nem o panteísmo que tudo diviniza: o Deus verdadeiro é um só, em três Pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, e quer nos fazer participar de sua vida divina… Mas como isso se dá? O que nos ensina a Igreja sobre o ser humano, a sua salvação e santificação? Na homilia deste domingo de Pentecostes, Padre Paulo Ricardo apresenta com clareza a doutrina católica a esse respeito, convidando os que somos membros do mesmo Corpo a crescer em fé e em caridade.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 20, 19-23)

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.

Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

A liturgia da forma extraordinária do rito romano proclama neste domingo de Pentecostes o trecho do Evangelho de São João em que Nosso Senhor fala da inabitação trinitária: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará; e viremos até ele, e nele faremos a nossa morada” (14, 23). Com isso, a Igreja mostra em sua pedagogia que a salvação acontece em nós por meio de uma vinda de Deus até nós, uma união dEle conosco, uma participação nossa na própria vida dEle.

Antes de entendermos, porém, como isso se dá, é necessário que compreendamos como isso não se dá. Sim, porque estão em voga duas opiniões errôneas e antagônicas a respeito do espírito e da matéria, que acabam influenciando profundamente o modo como se entende o homem (e no fim das contas toda a religião), e sobre cujo perigo é preciso advertir os católicos: de um lado, há o materialismo, visão para a qual toda a realidade se reduz a este mundo; de outro, há o panteísmo espiritualista, para o qual “tudo é deus” e, em última instância, sequer o homem é realmente homem.

Ora, que gente mundana e sem fé adote esses “sistemas de pensamento” e se guie a partir deles, até se pode entender; mas que católicos caiam nessa cilada, renunciando ao tesouro da fé da Igreja, não se pode aceitar. Afinal, a doutrina católica supera essas duas visões de mundo não só por seu equilíbrio, mas sobretudo por sua elevação.

Contra o materialismo, primeiro, a Santa Madre Igreja, “perita em humanidade” como é (rerum humanarum peritissima, na expressão do Papa Paulo VI), sabe ser impossível ao ser humano contentar-se apenas com uma existência material abastada e cheia de prazeres, pois, diferentemente dos animais, há dentro de nós um anseio por algo mais profundo e transcendente. Esse algo é Deus e não há nada, nem sexo, nem drogas, nem bebidas, nem dinheiro, que lhe possa ocupar o lugar.

Depois, contra o panteísmo, a Igreja recorda que não é salvação nenhuma que sejamos “dissolvidos” numa espécie vaga e abstrata de divindade, perdendo a própria identidade humana que possuímos. Isso, na prática, equivale à nossa extinção, de modo que o resultado desta teoria termina coincidindo muito com o fim do materialista.

O que nos ensina, ao contrário, a Igreja, com a assistência do divino Espírito? Ensina-nos a doutrina que ela recebeu de Cristo, o qual por sua vez a recebeu do Pai: a Santíssima Trindade, habitando em luz inacessível, quis vir até os homens e elevá-los à participação na sua vida bem-aventurada. E de que modo fez isso? Enviando ao mundo seu Filho único e eterno, nascido na carne, e depois o Espírito Santo, a fim de manter aqueles pelos quais derramou eficazmente o seu Sangue no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja.

A missão da terceira Pessoa da Santíssima Trindade é, portanto, ser a alma da Igreja, o princípio vital que mantém todos os filhos de Deus numa só comunhão. E Ela faz isso realizando uma verdadeira transformação nos corações dos fiéis, por meio da e da caridade, virtudes de cujo crescimento depende também a nossa santidade.

Peçamos a Deus Pai nesta solenidade de Pentecostes que derrame abundantemente sobre nós os dons do Espírito Santo, por meio da humanidade santíssima de Nosso Senhor, que sempre recebemos na Eucaristia. Procuremos aumentar nossa intimidade com esse hóspede celeste que é a Santíssima Trindade, a qual habita na alma dos justos como num jardim de delícias. Foi para isso, afinal, que fomos feitos católicos em nosso Batismo; é só assim que entraremos na glória do Céu.

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