Ao ler autores espirituais como o Pe. Reginald Garrigou-Lagrange, uma das coisas que nos deixa perplexos é ver que, no processo de transformação da alma, sobretudo nos primeiros estágios, muitos santos viveram momentos de ansiedade. E o exemplo mais claro de um santo aflito é Santa Teresinha do Menino Jesus. Na sua biografia, vemos desenhar-se o quadro perfeito da ansiedade conforme a temos descrito. A começar pela infância. Como dissemos, Santa Zélia não podia amamentá-la e então a menina foi entregue a uma ama de leite, chamada Rosa. Quando, meses depois, entregaram-na de volta à família, ela estranhou a mãe. Temos aí aquele problema apontado por Erika Komisar: a necessidade de a criança ter, até os 3 anos, uma pessoa como objeto de apego primário. No caso de Teresinha, era sua nutriz. A separação, portanto, foi traumática.
E não tarda a recair sobre ela um segundo trauma: com 4 anos de idade, ela perde a mãe. Depois, aos 9 anos, ela ouve falar que a sua mãe adotiva, Paulina, vai entrar no carmelo: perde a mãe pela terceira vez. A menina tinha tudo para enlouquecer. E, de fato, ela começou a somatizar aquelas experiências. Houve episódios de ansiedade,...



















