Já faz alguns anos que as manchetes de vários jornais e revistas atestam: o Brasil é o país mais ansioso do mundo. E, dado surpreendente: Portugal, como se diz por aí, está pau a pau conosco nessa inglória disputa. É isso o que dizem as estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Global Burden of Disease (GBD), do Banco Mundial, entre outras entidades que pesquisam a matéria. De trabalho a trabalho, os números divergem ligeiramente, mas, seja como for, chama atenção não somente o fato de o Brasil estar sempre no topo, mas de estar acima com uma margem considerável de distância daquilo que é a média mundial. Segundo os números mais otimistas, 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade. A média mundial está na casa dos 3,4%. Nossa marca é mais que o dobro.
Isso nos admira porque não nos vemos assim. A imagem que temos de nós mesmos é a de um país otimista, risonho, alegre. Acreditamos que ansiosos são os empresários lá de Nova York, ou os holandeses, que vivem debaixo de um clima cinzento e nublado, ou os japoneses, que suportam uma carga de trabalho pesada e constante. Jamais pensamos que os ansiosos somos nós; mas somos.
Porém, antes...



















