Para continuarmos a compreender a ansiedade e os meios práticos de controlá-la, vejamos agora como funciona o chamado sistema nervoso autônomo.
Imaginemos um carro, que tem acelerador e freio. O acelerador é o sistema nervoso simpático; o freio é o sistema nervoso parassimpático. Quando temos reações físicas como aflição, sudorese, palpitações etc., significa que o pé está afundado no acelerador. Mas é possível acionarmos o freio. Acontece que, atualmente, quando as pessoas apresentam dificuldades de deter o carro das emoções, ao invés de aprender o mecanismo de frenagem, elas apelam a soluções externas, como o álcool, a droga, e ao uso abusivo de medicamentos, como o Rivotril [1].
A presente aula, muito mais prática que teórica, tem por fim justamente isto: ensinar alguns meios naturais de atenuarmos os efeitos físicos dessa disparada do sistema nervoso simpático.
Para tanto, usaremos como base o livro “Despreocupados: uma vida sem ansiedade”, do escritor católico Gregory Popcak [2] — livro cuja leitura recomendamos. Nesta obra, o autor nos ensina os três passos para os “primeiros-socorros” da ansiedade, os três Rs: renomear, reatribuir e...



















