Depois de termos tratado das questões cognitivas e físicas ligadas ao ciclo da ansiedade, passemos a falar da terceira etapa: a comportamental. Agora, a questão a ser respondida é: como devemos nos comportar para que tenhamos uma vitória sobre a ansiedade que nos paralisa e nos destrói?
Para tentar responder, voltemos aos estudos de Iain McGilchrist sobre os dois hemisférios do cérebro. Vimos que o hemisfério esquerdo tende a representar o mundo como desconectado e sem sentido. A linguagem, quando tratada pelo hemisfério esquerdo, é sempre literal, uma linguagem científica, que aponta para as coisas como sendo isoladas, como partes apartadas do todo, como o órgão de um corpo dissecado em laboratório. Esse modo de ver, evidentemente, cria um vazio existencial e, em paralelo, uma tendência de querer controlar tudo. E este é o problema do ansioso: achar que pode controlar tudo com o pensamento.
A solução, portanto, é ativar o hemisfério direito. E aqui entra um outro ponto importante da abordagem de McGilchrist. Em The Matter with Things [1], obra dividida em dois grandes volumes, ele trata dessa matéria recordando que a atenção que damos para as coisas tem...



















