No tratamento da parte cognitiva do ciclo da ansiedade, é muito comum nos depararmos com o tema da “atenção plena” (mindfulness, em inglês). Para nós católicos, em especial, trata-se de um tema delicado, pois os especialistas adeptos dessa abordagem frequentemente acabam recomendando coisas como ioga, meditação zen budista e outras coisas do tipo. A prática dos exorcistas nos diz, por exemplo, que há muita contaminação espiritual nesses meios. Então, como devemos proceder?
Primeiro, vejamos como surgiu a mindfulness no Ocidente.
Seu criador e principal divulgador é Jon Kabat-Zinn, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês). Esse prestigioso professor universitário descobriu por si as técnicas de meditação zen budista e, como bom acadêmico ocidental, tentou interpretar Buda cientificamente. Num dos seus livros, “Atenção plena para iniciantes” [1], ele diz que Buda, na verdade, foi um cientista, responsável por uma importante descoberta sobre a mente humana, que ele verbalizou em termos aparentemente religiosos porque era essa a linguagem do seu tempo. Sendo assim, Kabat-Zinn tenta apresentar a meditação da mindfulness,...



















