Na aula passada falávamos daquele problema básico da nossa cognição que, muitas vezes, desencadeia a ansiedade. É o processo ABC, em que: A indica o fato real; B indica a interpretação que fazemos do fato (interpretação muitas vezes distorcida); e C indica a reação que temos diante, não do fato real, mas da nossa interpretação subjetiva dele.
Para ilustrar, dou um exemplo que ocorreu comigo mesmo, num dia desses. Escrevi uma mensagem a uma pessoa conhecida, que está passando por uma situação difícil. A mensagem foi no sentido de animá-la, de tirá-la de um sentimento depressivo, sugerindo que ela fosse em frente, que reagisse. Era uma mensagem de incentivo. Mas o problema das mensagens é que elas não têm expressão facial, gesticulação, tom de voz etc., de modo que são facilmente mal interpretadas. O fato é que a pessoa me respondeu com um lacônico “afff”. O que seria esse afff? Teria eu sido invasivo? Teria dito algo de mau tom? Teria piorado seu estado de ânimo? Fiquei com aquilo na cabeça. Sanguíneo que sou, não remoí tanto, mas fiquei sim encafifado. Pensei no assunto durante a Missa, depois rezei pela pessoa, refleti sobre o caso. Se tivesse tendências para a...



















