História da Igreja Medieval

Antes de ascender aos céus, Nosso Senhor pediu aos Apóstolos que fizessem discípulos entre todas as nações, ensinando-as a observar tudo o que Ele lhes tinha ordenado. Isso significava também impregnar o tecido social com o suave odor de Cristo, iluminando e orientando as realidades temporais com a força do Evangelho.

Foi o trabalho que a Igreja empreendeu na Idade Média, resgatando o Ocidente da barbárie e inserindo os homens na Cidade de Deus, a fim de dar-lhes a eternidade quando não mais vivessem na história.

Os iluministas e humanistas chamaram esses mil gloriosos anos de “idade das trevas", numa tentativa patética de difamar a Igreja. O que faziam, no entanto, era cortar o próprio galho em que estavam sentados. Afinal, a Igreja que eles criticavam era a Mãe e Mestra que tinha gerado as instituições de que desfrutavam e construído a civilização de que se alimentavam.

A história da Igreja medieval, assim como todas as histórias com atores humanos, é cheia de nuances, personagens controversas e momentos conturbados. Alguns episódios particularmente difíceis até parecem dar em um beco sem saída. No fim, porém, se confirma a promessa de Cristo de que as portas do inferno não prevalecerão contra a Sua Igreja e o próprio Deus intervém na história, por meio de Seus santos.

Mirabilis Deus in sanctis suis, diz o salmista. Deus é realmente maravilhoso nos Seus santos. Perscrutar a vida de homens e mulheres que entregaram a própria vida para viver a vida de Cristo é o alicerce mais seguro para compreender a história eclesiástica. E é esse caminho que o curso História da Igreja Medieval deseja seguir. Entre também nessa aventura.