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Igreja, o novo Israel

Evangelho de hoje nos coloca diante da eleição dos doze apóstolos. Por ocasião desta leitura, Padre Paulo Ricardo medita sobre o mistério da Igreja, família à qual todos somos chamado para, em Cristo Jesus, nos unirmos a Deus, Pai do gênero humano.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
3, 13-19)

Naquele tempo, Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios. Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer "Filhos do trovão"; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.

Como novo Moisés que ascende ao topo do Sinai, Jesus hoje sobe ao monte para eleger, segundo o seu beneplácito, aqueles que desde antes da constituição do mundo estavam predestinados a ser o fundamento da sua Igreja. Este "edifício" de Deus, como lhe chama São Paulo (cf. 1Cor 3, 9), é o novo Israel, o próprio povo eleito que, reconfigurado e vivificado desde dentro pelo Senhor, é agora chamado a expandir a todas as gentes os seus vínculos e a formar, pela comunhão na mesma fé e no mesmo Corpo, uma só família: "[...] já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamentos dos apóstolos", representantes das antigas doze tribos (cf. Mt 19, 28; Lc 22, 30), "[...] tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus" (Ef 2, 19s).

Nascido no coração do Pai, o mistério da Igreja foi prefigurado ao longo das várias etapas da história desde a criação do mundo. Preparada na Antiga Aliança com o povo de Israel, fundada nestes últimos tempos (cf. Hb 1, 2) e manifestada pela efusão do Espírito Santo (Lumen Gentium, n. 2), a Igreja é o fim em vista do qual Deus criou o universo, isto é, "a comunhão com a sua vida divina, comunhão esta que se realiza pela 'convocação' dos homens em Cristo, e esta 'convocação' é a Igreja" (CIC, n. 760). Inaugurando, pois, o Reino dos Céus já nesta terra, Jesus, Filho unigênito de Deus, fez nascer a sua Igreja do dom total de si mesmo ao Pai, pela remissão dos pecados: com efeito, é do seu lado trespassado na Cruz que jorrou "o admirável sacramento de toda a Igreja" (Sacrosanctum Concilium, n. 5).

Ultrapassando, assim, quaisquer vínculos de sangue e tendo o Batismo — pelo qual renascemos para a vida nova em Cristo — como novo sinal de eleição, a Igreja é a morada em que Deus quer estar em amável união com todos os homens: "Já não há judeu nem grego", escreve São Paulo, "nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Jesus Cristo" (Gl 3, 28). É na Igreja (e, portanto, em Cristo) que o Pai nos quer manter em comunhão consigo e uns com os outros, a fim de que se realize a unidade do gênero humano; é nela que, já nos nossos dias, vemos reunidos homens "de toda nação, raça, povo e língua" (Ap 7, 9). Que admirável e feliz projeto, no qual Deus manifesta de modo visível todo o seu amor pela humanidade e pelo qual deseja que "o gênero humano inteiro constitua o único povo de Deus, se congregue no único Corpo de Cristo, seja construído no único templo do Espírito Santo" (Ad Gentes, n. 7; cf. Lumen Gentium, n. 17)!

Amemos a Santa Igreja de Cristo, nossa verdadeira casa. Renovemos a nossa fé em sua divina origem, pois fomos chamados a fazer parte da família de Deus! Não foram mãos humanas que a construíram, mas o próprio Senhor Jesus, que por ela permanece conosco todos os dias, até a consumação dos séculos (cf. Mt 28, 20). Cristo em nós, na e pela Igreja, esperança da glória (cf. Cl 1, 27)!

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