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Direção Espiritual: Aprenda a Rezar

Preciso mesmo separar um tempo para meditar?

Uma das desculpas mais recorrentes do homem moderno é a ausência de tempo para rezar. Dias, semanas e meses se passam, na vida de muitos católicos, sem que priorizem um único momento de oração pessoal.

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A experiência quase unânime atesta que é praticamente impossível progredir na perfeição cristã sem reservar um tempo exclusivo para a meditação. Por que isso? Porque, após o pecado original, ficamos “pesados” e lentos para compreender as verdades eternas: “O corpo, que se corrompe, torna pesada a alma” (Sb 9,15). Santo Tomás aponta duas causas para essa dissipação natural: a veemência das paixões e as perturbações exteriores.

O ato da contemplação, no qual consiste essencialmente a vida contemplativa, é impedido tanto pela veemência das paixões (que desviam a atenção da alma das coisas inteligíveis para as sensoriais), quanto pelas perturbações exteriores [1].

Por essa razão, é realmente necessário ter na rotina diária um tempo reservado à meditação, fazendo como o Senhor ensinou no Evangelho: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu Pai em segredo” (Mt 6,6). O próprio Cristo Senhor, embora ininterruptamente gozasse da visão beatífica em sua alma humana, afastava-se das multidões e passava horas em oração: “Despedidas as multidões, subiu sozinho a um monte para orar” (Mt 14,23). A perseverança na meditação diária das verdades eternas criará convicções profundas em sua alma, que se acostumará gradualmente a “afeiçoar-se às coisas do alto e não às da terra” (Cl 3,28). Fazendo somente orações vocais é praticamente impossível aprofundar-se nos mistérios da fé e crescer no amor a Deus:

As orações vocais muitas vezes são feitas com muitas distrações e só com a voz do corpo e não com a do coração, principalmente quando são muito compridas e recitadas por aqueles que não sabem meditar; por isso, Deus apenas as ouve e raramente as atende. Muitos rezam o Terço, ou o ofício da Santíssima Virgem, ou outras devoções externas e, contudo, vivem em pecado mortal. Dedicando-se, porém, à meditação, é impossível perseverar no pecado [2].

Mas não pense que as pequenas orações feitas durante o dia sejam dispensáveis ou de pouca importância; ao contrário, são muito importantes, pois sem elas o fruto colhido na meditação acabaria se perdendo:

Ao sair desta oração cordial, precisas de te acautelar de modo que não se agite nem distraia o teu coração; porque assim derramarias o bálsamo que recebeste por meio da oração: quero dizer que é preciso guardar, se for possível, um bocadinho de silêncio, e com toda suavidade e paz fazer passar o teu coração da oração para os negócios e ocupações, conservando quanto mais tempo possas o sentimento e os afetos que tenhas concebido [3].

As orações jaculatórias, as Ave-Marias rezadas a cada início de hora, as comunhões espirituais são muito úteis para elevar o coração a Deus em meio aos afazeres, renovando assim os bons propósitos firmados na meditação. Sem essas breves orações, você andará sempre dissipado e dificilmente conseguirá sobrenaturalizar seus deveres de estado:

Como se conserva a devoção pelo silêncio, assim também se perde pelo muito falar. Por mais que se esteja recolhido durante a oração, se depois não se vencer no falar, estar-se-á logo distraído como se não tivesse feito oração. Abrindo-se a tampa de uma estufa, o calor se evapora em curto prazo [4]. 

Antes que você afirme não ter tempo para rezar, pense para quantas atividades, muito menos importantes, você tem tempo de sobra: assistir a filmes ou novelas, bisbilhotar a vida alheia nas redes sociais, andar por horas entre as vitrines do shopping!

Deste modo, você percebe que a questão não está na “falta de tempo”, mas na falta de vontade, decidida e constante, para definir suas prioridades e empenhar-se em cumpri-las. E nada é mais prioritário que rezar!

Referências

  1. STh II-II 180, 2c.
  2. Santo Afonso de Ligório, Escola de Perfeição Cristã, II 11, a. 2, §1.
  3. São Francisco de Sales, Filoteia II 8. Dois Irmãos: Minha Biblioteca Católica, 2019, p. 104.
  4. Santo Afonso de Ligório, op. cit., II 10, §2.
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