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Terapia das Doenças Espirituais

O pecado da gula

Estar com fome não é doença, tampouco é errado sentir prazer enquanto se come. Existe, no entanto, uma ordem estabelecida por Deus para regular nosso relacionamento com os alimentos.

Nesta aula do curso de Terapia das Doenças Espirituais, você vai conhecer, a partir das lições de São Gregório e Santo Tomás, o "pecado capital" da gula, e vai descobrir por que, embora as pessoas tenham em pouca conta esse vício, trata-se ele de um pecado sério, que dá origem a muitas outras faltas.

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A primeira das doenças espirituais a ser abordada é a gula. Os gregos chamam-na γαστριμαργία (lê-se: gastrimargía), que quer dizer, etimologicamente, “loucura do estômago".

Embora as pessoas tenham deixado de considerá-la pecado, trata-se de um mal muito importante contra o qual lutar. Não sem razão o Doutor Angélico dedica uma questão inteira de sua Suma Teológica (II-II, q. 148) para explicar em que ela consiste, quais as suas espécies (a. 4) e qual é, por assim dizer, a sua prole (a. 5).

Importa dizer, em primeiro lugar, que, de fato, a gula é um pecado (a. 1). Não é que sentir fome seja doença, nem que sentir prazer com a comida seja errado – se fosse, Deus não nos daria papilas gustativas. Assim, “não é gula todo e qualquer desejo de comer e beber, senão o desejo desordenado [sed inordinatum]". Isso significa dizer que há uma ordem estabelecida por Deus para regular nosso relacionamento com os alimentos.

Na última aula, fizemos uma analogia, pela qual a alma era comparada a um cavaleiro, que deveria, de forma política [1], “domar" o seu cavalo, a saber, o composto corpo e alma. De fato, o composto de cada pessoa tem sua própria índole, que...

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