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Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
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Ensina-nos a orar

Estar na presença de Jesus Ressuscitado

O que os Apóstolos tinham quando caminhavam com Jesus em Nazaré nem se compara ao que todos nós podemos ter hoje, através da fé. Descubra o que mudou em nossa relação com Cristo após a Ressurreição e como podemos entrar em contato íntimo com a Sua humanidade gloriosa.

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I. A "ausência" de Cristo

Para fazermos uma oração vocal bem feita, é essencial, como atrás ficou dito, colocarmo-nos na presença de Cristo. Sucede, porém, que o Senhor não se nos apresenta agora, depois de sua gloriosa Ascensão, da mesma maneira com que se apresentou aos Apóstolos e aos judeus de então, que O podiam ver e tocar fisicamente. Quando chegou a plenitude dos tempos (cf. Gl 4 4), com efeito, Ele veio habitar no meio de nós (cf. Jo 1, 14), a fim de dar testemunho da verdade (cf. Jo 18, 37), razão por que lhe era conveniente agir e ensinar publicamente [1]: "É necessário que Eu anuncie a boa nova do Reino também às outras cidades, pois essa é a minha missão" (Lc 4, 43). Ora, para que as ovelhas perdidas da casa de Israel cressem, por sua humanidade, que Jesus era de fato o Filho de Deus, era-Lhe preciso conviver familiarmente com os seus, inspirando-lhes confiança para dEle se acercarem [2]. Assim, como O vissem sentado à mesa de Mateus, que acabara de converter-se, numerosos publicanos e pecadores, sem desesperarem da salvação, vieram também, cheios de confiança, sentar-se com Ele e os seus discípulos (cf. Mt 9, 10) [3]. No entanto, após atestar por quarenta dias a veracidade de sua Ressurreição, não Lhe sendo mais conveniente permanecer conosco na terra, Cristo, para sempre imortal e incorruptível, subiu de volta para o lugar donde descera [4]: "Subo para o meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus" (Jo 20, 17).

II. Na presença do Ressuscitado

Ora, ainda que pela Ascensão de Cristo ao céu tenhamos sido privados de sua presença corporal, temos acesso à presença de sua divindade, como Ele mesmo nos garantiu: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo" (Mt 28, 20), pois "Aquele que sobe aos céus não abandona os que adotou" [5]. Após a Ressurreição, com efeito, Ele pode estar ao lado de todos que O invocam, pode falar com todos os que a Ele se dirigem. No entanto, pata termos acesso a esta misteriosa forma de presença, ainda mais profunda e íntima do que aquela que os contemporâneos do Senhor tinham ao vê-lO e ouvi-lO cara a cara, precisamos fazer um ato de fé. Participando, pois, das propriedades de sua natureza divina, Jesus se nos torna presente de uma maneira muito mais intensa, não já na superficialidade dos toques e dos sentimentos, mas no núcleo mesmo das almas, onde brilha a chama da fé que Ele mesmo acendeu. Daí, portanto, a necessidade de pedirmos esta fé firme na sua presença ao pormo-nos a rezar, dizendo com viva esperança: — Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé (Lc 17, 5)!

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